Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Indústria brasileira reage e mostra sinais de crescimento neste trimestre

Terça, 02 de Setembro de 2014 às 10:40, por: CdB
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A produção na indústria brasileira voltou a crescer de julho em diante
A produção da indústria brasileira iniciou o terceiro trimestre com alta de 0,7% em julho frente junho, interrompendo cinco meses seguidos de quedas num resultado melhor do que o esperado. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção industrial caiu 3,6% em julho, quinta taxa negativa seguida, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters junto a economistas mostrou que as medianas apontavam alta da atividade de 0,5% na base mensal e recuo de 3,7% sobre um ano antes. O resultado mensal de julho, entretanto, não foi suficiente para compensar as perdas anteriores. Entre fevereiro e junho, segundo o IBGE, a perda acumulada foi de 3,5%. Somente em junho a produção recuou 1,4% sobre o mês anterior, em parte por causa do menor número de dias úteis por conta da Copa do Mundo. Embora o torneio tenha acabado na metade de julho, a maior parte dos jogos aconteceu em junho. Bens de consumo O avanço de junho para julho foi motivado por altas nos bens de consumo duráveis (20,3%) – máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (16,7%) – e bens de consumo semi e não duráveis (0,7%). Vinte dos 24 setores da indústria pesquisados tiveram crescimento na produção. Os principais impactos positivos vieram dos equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (44,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (8,5%). O segmento equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos teve a maior alta da série histórica, iniciada em 2002, e interrompeu uma trajetória de quatro meses de quedas (que acumulou perda de 38,1%). Já os veículos automotores superaram queda de 18,1%, acumulada nos meses de maio e junho. Outros setores que tiveram contribuição importante para o crescimento da produção industrial foram outros equipamentos de transporte (31,3%), máquinas e equipamentos (7%), máquinas e materiais elétricos (13,1%), outros produtos químicos (2,4%), além de vestuário e acessórios (8,6%). Na outra ponta, uma queda de 6,3% no segmento de produtos alimentícios impediu que a indústria tivesse um desempenho melhor. Outro setor que contribuiu negativamente foi o de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,6%). Queda intensa A alta de 0,7% da produção industrial na passagem de junho para julho não foi suficiente para repor a perda de 3,5% acumulada desde fevereiro. A indústria brasileira registrava cinco quedas consecutivas, sendo que a mais intensa (-1,4%) foi observada em junho, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). – Mesmo com esse resultado positivo na margem, que tem claramente um perfil disseminado de crescimento, ainda é pouco para superar aquelas perdas mais intensas observadas em cinco meses de taxas negativas consecutivas – disse o pesquisador do IBGE André Macedo. Segundo ele, a alta de julho foi provocada pelo fato de o mês ter mais dias úteis do que junho, que sofreu impacto pelo grande número de feriados na primeira fase da Copa do Mundo. Macedo destaca que em outros tipos de comparação temporal, a indústria continuou apresentando quedas. Na comparação com julho de 2013, a queda chegou a 3,6%. A indústria também acumula quedas de 2,8% no ano e 1,2% em 12 meses. “Nos outros tipos de comparação, os resultados ainda são predominantemente negativos”, disse. O pesquisador explica que é preciso esperar os resultados dos próximos meses para saber se a alta de 0,7% sinaliza recuperação ou se é apenas o efeito de comparação com um mês que teve desempenho muito fraco (junho deste ano). Venda de veículos Ainda nesta manhã, levantamento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostrou que a venda de veículos no país registrou queda de 7,43% em agosto, na comparação com o mês anterior. Em relação ao mesmo período do ano passado, foi observado recuo de 16,05% na comercialização. Também houve queda no comparativo entre o acumulado dos oito primeiros meses do ano (-8,62%). No total, foram vendidos 404.217 veículos em agosto, com um acumulado de 3,333 milhões em 2014. Em igual período do ano passado, os números chegaram a 481.524 e 3,647 milhões, respectivamente. Em julho deste ano, a comercialização ficou em 436.674 veículos. A venda de automóveis tem maior participação no mercado, representando 48,27% de janeiro a agosto. Em seguida, aparecem as motos, com taxa de participação de 28,88%, e veículos comerciais leves (como vans e furgões), com 16,22%. No último mês, 193.146 carros foram negociados – volume 7,12% menor do que o observado em julho (207.963). Em relação a agosto do ano passado, quando foram vendidas 241.681 carros, o recuo chega a 20,08%. Considerando apenas a venda de automóveis e veículos comerciais leves, este mês de agosto é o pior dos últimos quatro anos.
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