Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Indústria brasileira inicia o ano em franca recuperação

Terça, 11 de Março de 2014 às 11:31, por: CdB
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A produção industrial brasileira cresceu 0,7% em setembro na comparação com agosto
Com destaque para o setor de bens de capital, a produção industrial brasileira iniciou o ano em recuperação ao avançar 2,9% em janeiro sobre o mês anterior, resultado melhor do que o esperado mas ainda insuficiente para reverter a contração vista em dezembro. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, a alta mensal de janeiro foi o melhor resultado em um ano. Mas não compensou o recuo de 3,7% em dezembro, número revisado após divulgação anterior de queda de 3,5%. – A indústria terminou mal o ano de 2013 e 2014 mostra melhora de ritmo no primeiro mês. Foi importante, mas não recupera o saldo perdido no fim do ano. Precisa de mais consistência – avaliou o economista do IBGE André Macedo, explicando que nos dois últimos meses do ano passado a produção acumulou queda de 4,3%. Na comparação com o mesmo mês de 2013, a produção industrial registrou queda de 2,4% em janeiro. Os resultados foram melhores do que as expectativas em pesquisa da Reuters, cujas medianas apontavam alta de 2,50% na base mensal e recuo de 3,40% na comparação anual. "Ainda que o resultado tenha surpreendido, é precipitado comemorar. A indústria permanece afastada dos níveis de produção pré-crise...sendo que contou, até o ano passado, com fortes incentivos fiscais do governo", disse a economista da CM Capital Markets, em nota, Jessica Strasburg. Férias coletivas De acordo com o IBGE, entre as categorias de uso o destaque em janeiro foi Bens de Capital, uma medida de investimento, que avançou 10% ante dezembro, melhor resultado desde junho de 1997 (14,5%), devido principalmente à retomada da produção de caminhões. Em dezembro, quando foi afetada por muitas paralisações e férias coletivas no setor de produção de caminhões, essa categoria havia caído 12,2% na comparação mensal. – O PSI tem uma modificação para 2014 com elevação da taxa de juros, mas algumas condições ainda estão vantajosas para o investimento. Isso justifica Bens de Capital ter crescido 10% e ser a única a avançar ante janeiro de 2013 – acrescentou Macedo, do IBGE, citando o Programa de Sustentação do Investimento que concede financiamentos do BNDES a juros reduzidos para compra de bens de capital. O IBGE informou ainda que 17 dos 27 ramos pesquisados registraram crescimento mensal em janeiro, com destaque para farmacêutico (29,4%), veículos automotores (8,7%) e máquinas e equipamentos (6,4%). Expansão Em outro dado sobre o setor, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou nesta terça-feira que o uso da capacidade instalada na indústria brasileira subiu a 82,7% em janeiro, com dados dessazonalizados, ante 82,1% em dezembro. – Isso é um indicativo de que, de certo modo, houve recuperação frente a dezembro e novembro que foram períodos ruins. Mas ainda assim, tanto pelos dados do IBGE quanto dos da CNI, a recuperação de janeiro não foi suficiente de recompor queda dos últimos dois meses – afirmou o gerente executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. Em 2013, a indústria brasileira foi errática, encerrando com expansão de 1,2% e levantando temores sobre recuperação mais robusta. Pesquisa Focus do Banco Central mostra que a expectativa de economistas é de expansão de 1,57% em 2014. E, para fevereiro, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) aponta desaceleração na expansão da atividade.
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