Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Indústria brasileira apresenta ritmo vigoroso de crescimento

Terça, 04 de Maio de 2010 às 10:13, por: CdB

A indústria brasileira cresceu 2,8% de fevereiro para março, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o quarto mês de expansão da produção industrial segundo a Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física Brasil, acumulando ganho de 5,7% no primeiro trimestre deste ano. Nos 12 meses encerrados em março (resultado anualizado), no entanto, o setor apresentou queda de 0,3%, mas passou a registrar queda menos intensa, desde janeiro de 2009 (1,0%). Em comparação com março do ano passado, a atividade industrial cresceu 19,7%.

O primeiro trimestre deste ano comparado a igual período de 2009 mostrou crescimento de 18,1%. Quando a comparação é com o quarto trimestre do ano passado, o crescimento foi de 3,0%. Dos 27 setores pesquisados pelo IBGE, 19 apresentaram crescimento, com destaque para veículos automotores (10,6%), que superaram a perda de 5,6% acumulada nos últimos quatro meses, alimentos (5,0%), máquinas e equipamentos (5,2%), bebidas (7,6%) e celulose e papel (6,4%).

Os setores de refino de petróleo e produção de álcool (-9,4%), tiveram resultados negativos. A indústria farmacêutica, que cresceu 17,0% em fevereiro, diminuiu o ritmo em março (9,7%).

Analistas financeiros consultados pela agência inglesa de notícias Reuters projetavam expansão de 1,4% mês a mês e avanço anual de 17,9%. Entre as categorias de uso, todas tiveram aumento da atividade, lideradas por bens de capital (3%). Bens de consumo semi e não duráveis tiveram aumento de 1,3%, bens intermediários cresceram 1,3% também e bens de consumo duráveis tiveram variação positiva de 0,1%.

Sobre março de 2009, a atividade aumentou em 25 dos 27 setores. Destacaram-se também nesta verificação o setor de Veículos automotores (36,6%) e de Máquinas e equipamentos (49,5%). Ainda nesta comparação, todas as categorias de uso registraram crescimento: bens de capital (38,4%), bens de consumo duráveis (25,8%), bens intermediários (18,6%) e bens de consumo semi e não duráveis (11,4%).

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