Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Indónesia não pode garantir segurança em Aceh

Terça, 11 de Janeiro de 2005 às 07:28, por: CdB

A Indonésia não pode garantir a segurança dos funcionários de ajuda humanitária na Província de Aceh, devastada pelo tsunami e onde separatistas estão envolvidos em uma guerra civil há décadas, disse nesta terça-feira o chefe das operações de ajuda no país.

Budi Atmaji afirmou em entrevista coletiva que agências precisarão de permissão para trabalhar fora da capital, Banda Aceh, e da cidade de Meulaboh, a apenas 150 km do epicentro do terremoto.

Ao ser questionado se alguns lugares de Aceh não eram seguros para os funcionários de agências internacionais, Atmaji confirmou a indagação.

- Será preciso uma recomendação do TNI (Exército da Indonésia) antes que agências das Nações Unidas e de outros grupos possam ir a certos lugares. Se não houver recomendação, é muito melhor usarmos nossa gente para entrar nessas áreas. - disse.

Ele declarou que a segurança das agências internacionais não pode ser garantida fora de Banda Aceh e Meulaboh, porque os recursos dos militares da Indonésia estão sendo usados nos esforços humanitários.

Separatistas disseram, contudo, que nunca atacariam funcionários de ajuda, os quais, por sua vez, afirmaram que não estavam muito preocupados com isso.

A maior parte das 104 mil mortes depois do tsunami na Indonésia foi registrada em Aceh. O tsunami matou pelo menos 156 mil pessoas em diversas regiões e países do oceano Índico.

Há três décadas o grupo separatista GAM (Movimento de Aceh Livre) vem lutando com o governo por independência para a província. Pelo menos 12 mil pessoas, a maioria civis, foram mortas no conflito.

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