Rio de Janeiro, 22 de Setembro de 2026

Indonésia causa polêmica com plano de testar virgindade

Um plano para tornar obrigatório o teste de virgindade para alunas do ensino médio provocou polêmica na Indonésia. O plano foi apresentado pelo secretário de Educação da cidade de Prabumulih, no sul da ilha de Sumatra, Muhammad Rasyid.

Sexta, 23 de Agosto de 2013 às 09:15, por: CdB
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De acordo com projeto, estudantes entre 16 e 19 anos seriam examinadas
Um plano para tornar obrigatório o teste de virgindade para alunas do ensino médio provocou polêmica na Indonésia. O plano foi apresentado pelo secretário de Educação da cidade de Prabumulih, no sul da ilha de Sumatra, Muhammad Rasyid, que afirmou que o teste seria uma "forma precisa de proteger crianças da prostituição e do sexo livre". Diante da repercussão do caso, o secretário posteriormente renegou a proposta e disse que havia sido mal interpretado. Mas de acordo com a mídia local, ele havia afirmado que se a proposta fosse aprovada pelos legisladores da cidade, os testes poderiam começar já em 2014, usando o orçamento municipal. O projeto original apresentado previa que as estudantes entre 16 e 19 anos fossem examinadas todo ano até se formarem. Os estudantes do sexo masculino não precisariam passar por uma investigação sobre sua vida sexual. A proposta parece ser uma resposta ao crescente número de casos em que jovens tiveram relações sexuais antes do casamento e também à prisão de seis estudantes do ensino médio por acusações de prostituição, segundo o site indonésio Kompas. O plano de Rasyid atraiu críticas não apenas de especialistas em educação e organizações de defesa da mulher, mas também de ministros de governo da Indonésia. O ministro da Coordenação do Bem-Estar, Agung Laksono, ordenou que o ministro da Educação, Mohammad Nuh, rejeite o plano, segundo o jornal indonésio The Jakarta Globe. Agung afirmou que o teste é imoral e sugeriu que a diretoria regional de educação da cidade comece um programa de educação sexual, informações sobre HIV/Aids e planejamento familiar. Questão particular Deny Trisna, professora e orientadora em uma escola de ensino médio da cidade, questionou o plano do secretário. - Se eles descobrirem que as estudantes não são mais virgens, vão fazer o quê? - perguntou Trisna em uma entrevista ao jornal The Jakarta Post. A professora acrescentou que a escola deveria ter um papel mais ativo para evitar a promiscuidade entre estudantes. A organização de defesa dos direitos da mulher Woman Crisis Center (WCC), do sul de Sumatra, afirmou que os testes de virgindade violam os direitos humanos, pois esta é uma questão particular. - É assédio contra as mulheres. O governo deve analisar o impacto de um teste destes nas estudantes - afirmou a presidente do centro, Yeni Roslaini. Religiosos de Prabumulih também foram contra o plano. Ali Usman, do Conselho Ulema Indonésio, disse ao The Jakarta Post que o projeto teria um impacto negativo na sociedade. - Segundo os ensinamentos islâmicos, é proibido ver os genitais de outras pessoas - afirmou. Depois da polêmica, o The Jakarta Globe relata que Rasyid recuou e disse que suas afirmações foram mal interpretadas pela imprensa. - Quero ressaltar que a diretoria de educação nunca sugeriu o programa - disse. Segundo o jornal indonésio, Rasyid afirmou que apenas estava atendendo ao pedido do pai de uma estudante que foi acusada de não ser mais virgem. O secretário de Educação afirmou que o pai exigiu que a escola fizesse o teste para provar que sua filha ainda era virgem. - Eu apenas respondi a isto (o pedido) e apoiei a ideia de um teste de virgindade para evitar suspeitas contra a menina - disse, acrescentando que nunca passou por sua cabeça impor o teste obrigatório de virgindade e que esse teste seria "inapropriado em termos que direitos humanos". Mas, mesmo depois das negativas do secretário, o ministro da Educação, Mohammad Nuh, lamentou a ideia e rejeitou o argumento de que o teste evitaria o sexo entre adolescentes. - Eles precisam encontrar uma outra forma, uma forma sábia, de tratar a questão do sexo entre adolescentes - afirmou.
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