A Indonésia disse nesta quarta-feira que um surto da gripe aviária em sua capital, Jacarta, pode se transformar em uma epidemia.
A declaração foi dada enquanto especialistas da área de saúde e da agricultura vindos do mundo todo dirigiam-se para a cidade a fim de ajudar no controle do vírus.
A ministra da Saúde indonésia, Siti Fadillah Supari, afirmou que o surgimento de casos esporádicos da gripe aviária em seres humanos nos últimos meses, dentro e nas cercanias de Jacarta (onde moram 12 milhões de pessoas), pode ser o começo de uma epidemia.
A ministra falou sobre isso após anunciar que testes iniciais feitos em uma menina de 5 anos que morreu nesta quarta-feira com os sintomas da doença haviam sido negativos para o vírus da gripe aviária.
- Ainda não se trata de uma epidemia, mas casos esporádicos em pontos de Jacarta. Se esses casos se tornarem mais frequentes, é possível que aconteça uma epidemia -, disse ela.
Horas antes, Supari havia dito a repórteres que a situação era já epidêmica. Mas acabou retratando-se em telefonemas dados para algumas agências de notícias.
Os especialistas confirmaram que quatro indonésios morreram desde julho devido ao vírus da gripe aviária, o H5N1, que matou 64 pessoas em quatro países asiáticos desde o final de 2003 e que também foi encontrado em aves da Rússia e da Europa. Outros seis pacientes ainda estão em um hospital de Jacarta sob suspeita de terem a doença.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu na semana passada que o vírus estaria adquirindo a capacidade de passar de uma pessoa para outra. Segundo a OMS, o mundo não tem tempo a perder na prevenção de uma potencial pandemia.
Georg Petersen, representante da OMS em Jacarta, afirmou que vários especialistas estrangeiros estavam na Indonésia para ajudar no combate à doença.
- Definitivamente, toda a comunidade internacional está presente aqui - disse Reuters Petersen.
O ministro da Agricultura da Indonésia, Anton Apriyantono, afirmou que o país sacrificaria um grande número de aves onde quer que houvesse um surto grave da doença.
- Ainda não identificamos uma área...mas, quando fizermos isso, teremos de sacrificar os animais em massa - disse.