O governo da Indonésia comemorou que o ex-presidente americano Bill Clinton, recém-nomeado enviado da ONU para os países afetados pelo maremoto de 26 de dezembro passado, trabalhe para a solução do conflito de Aceh, mas não como mediador, informaram hoje, quinta-feira, os meios de comunicação locais.
O porta-voz da presidência indonésia, Andi Malarangeng, assinalou que mantêm neste momento um diálogo direto com o Movimento para a Libertação de Aceh (GAM, sigla em indonésio) e que não precisam de um mediador.
- O que precisamos são pessoas como o ex-presidente finlandês Martti Ahtisaari. - apontou o Malarangeng, em referência a graças a ele o governo indonésio e o GAM terem retomado na semana passada o processo de paz, estagnado há quase dois anos, em conversações em Helsinque, segundo a versão da agência de notícias Antara.
O diálogo na Finlândia não proporcionou avanços na consecução de uma paz duradoura, mas fez com que ambas as partes se comprometessem a que a luta independentistas não afete a ajuda humanitária na província de Aceh, que ocupa o norte da ilha de Sumatra, o território mais afetado pelo cataclismo.
Esta mesma semana, o governo indonésio também rejeitou plenamente a possibilidade de um referendo de autodeterminação em Aceh, embora não tenha imposto problemas para negociar diferentes tipos de autonomia.
O GAM apareceu como um grupo armado em 1976 e desde então luta para tornar o antigo Sultanato de Aceh em um Estado islâmico.
Pelo menos 12.000 pessoas, em sua maioria civis, morreram por causa desta luta fratricida.
Indonésia aceita Clinton mas não como mediador do conflito em Aceh
Quinta, 03 de Fevereiro de 2005 às 04:56, por: CdB