Rio de Janeiro, 04 de Fevereiro de 2026

Índios Tumbalalá exigem terras em área próxima à transposição

Quarta, 11 de Julho de 2007 às 15:44, por: CdB

Os índios Tumbalalá entregaram um documento à Fundação Nacional do Índio (Funai) e ao Ministério Público pedindo agilidade na homologação de uma área no município de Curaçá (BA). A região, reivindicada como território indígena, foi ocupada pelos índios na terça-feira. Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a terra retomada fica próxima ao local onde está prevista a construção de duas barragens da obra de transposição do rio São Francisco.

— A gente está sem o bem mais precioso, que é a nossa terra, que está nas mãos dos posseiros —, afirma a líder indígena Maria José Gomes Marinheiro, a Maria Tumbalalá.
 
Segundo ela, os 800 índios que encontram-se no local só sairão de lá quando tiverem as exigências atendidas. Eles também pedem a presença Polícia Federal para garantir a segurança dos índios. O grupo também protesta contra as obras de transposição do Rio São Francisco.
 
— Não se pode defender a terra se não defender o rio. O nosso rio é muito precioso, somos contra a transposição —, afirma Maria Tumbalalá.

Segundo o Ministério da Integração Nacional, a área onde os índios Tumbalalá estão não será atingida pelas obras de transposição do Rio São Francisco. O órgão afirma, inclusive, que o grupo será beneficiado pelos programas ambientais previstos no projeto.

De acordo com a Funai, até o fim do mês, a antropóloga Mércia Batista deverá ir ao local para concluir os estudos para a homologação da área dos Tumbalalá. No final da tarde desta quarta-feira, o administrador regional da Funai de Paulo Afonso, João Valadares, foi até a região onde os índios estão instalados para tomar conhecimento da situação.

É a segunda ocupação indígena reivindicando áreas na região do São Francisco. No mês passado, índios Truká impretaram uma ação no Ministério Público Federal pedindo a agilização da demarcação de território que consideram originalmente seu, em Cabrobó (PE). A área, onde estava uma fazenda, foi desapropriada pelo União para as obras de transposição do Rio São Francisco.

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