Um grupo de 300 índios da nação guaraní-caiovás está disposto a realizar um suicídio coletivo, caso sejam desalojados pela força policial da Fazenda Fronteira, situada no município de Antônio João, fronteira com o Paraguai, no extremo sul de Mato Grosso do Sul. Segundo o coordenador regional da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Pedro Franco, vários tambores de herbicidas foram escondidos no acampamento e os índios estão dispostos a utilizá-los como veneno. Há três anos eles ocupam esse lugar porque asseguram que as terras pertenciam a seus antepassados e não podem ser propriedade dos fazendeiros. Durante o tempo de ocupação, os índios foram ameaçados de serem desalojados várias vezes e a Justiça Federal resolveu dar um prazo definitivo de desalojamento. A denúncia é de Ramiro Gonzalez em carta dirigida ao Palácio do Planalto onde alerta para o perigo de desastre pela falta de internvenção do governo federal brasileiro no problema da demarcação definitiva das terras indígenas no País. Gonzales é autor da proposta aceita por parte do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento vinculada à existência de versões da Declaração Universal dos Direitos Humanos em línguas e dialetos aborígenes e que já está traduzida às línguas aborígenes Toba e Mapuche.
Índios guaranis ameaçam cometer suicídio coletivo
Um grupo de 300 índios da nação guaraní-caiovás está disposto a realizar um suicídio coletivo, caso sejam desalojados pela força policial da Fazenda Fronteira, situada no município de Antônio João, fronteira com o Paraguai, no extremo sul de Mato Grosso do Sul.
Quarta, 24 de Abril de 2002 às 13:41, por: CdB