Ao invés da tradicional malhação do Judas, que acontece no próximo sábado, em todo o país, as comunidades indígenas de Aracruz, no norte do Espírito Santo, que reúne quatro aldeias tupiniquins e guaranis, comemorarão a Páscoa de maneira diferente. Três grupos de índios tupiniquins e guaranis vão praticar, pela primeira vez, um ritual indígena de dança mista, da qual participarão homens e mulheres, num total de 40 dançarinos. O acontecimento faz parte da 24ª Festa Indígena do Espírito Santo, que tem início no próximo sábado, Sábado de Aleluia, que coincidentemente caiu no Dia do Índio, e prossegue até o domingo de Páscoa. A dança mista é inspirada na história antiga e na cultura milenar dos índios e se caracteriza pelos movimentos circulares e andamentos uniformes, com todos os participantes paramentados especialmente para a ocasião. Mas somente remanescentes tupiniquins é que participarão desta dança e, durante quatro meses, eles ensaiaram sob a coordenação do dançarino indígena Salvador Pereira, o Mizinho. Nesta 24ª Festa Indígena, haverá também a apresentação de outros seis grupos de dança, a maioria formada por curumins (crianças). Os guaranis farão um espetáculo de dança especial na abertura da festa, às 9h do próximo sábado. Nas aldeias Irajá e Pau-Brasil, haverá apresentação da dança dos guerreiros, que, pela primeira vez, também participarão do ritual junto com os índios da aldeia Caieiras Velha. Este ano, a atração da Festa Indígena, que leva centenas de turistas às aldeias, contará com um outro componente cultural capixaba. Trata-se da apresentação da Banda de Congo da Barra do Jucu, imortalizada na música "Madalena do Jucu", do sambista Martinho da Vila.
Índios fazem ritual da dança mista no Sábado de Aleluia
Sexta, 18 de Abril de 2003 às 16:44, por: CdB