Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Indígenas denunciam que mortalidade materna em suas comunidades tem aumentado

Sexta, 08 de Julho de 2011 às 13:15, por: CdB

TomasaRojas, presidenta da Central Indígena de Guarayos, denuncia que autoridadesmunicipais não dão adequada atenção ao tema da maternidade o que eleva o índicede mortalidade materna ente as mulheres indígena que vivem nas comunidadesrurais.

"Nossasautoridades municipais não destinam recursos para as mulheres grávidas nemseguros maternos gratuitos, faz dias que morreu uma mulher porque não pode terseu bebê a tempo, encontrar hospitais é uma burocracia fatal”, afirma.

JudithMenacho, Vice-Presidenta da Conferência Nacional de Mulheres Indígenas daBolívia (CNAMIB) sustenta que como todas as mulheres do país, as indígenas têmdireito a serviços básicos de saúde de forma imediata.

"AConfederação trabalha o tema formando as mulheres líderes na área para quepossam informar suas bases e incidir o encontro social para que a saúdereprodutiva seja atendida, estes serviços de saúde são muito escassos em nossascomunidades”, afirma Menacho.

Atualmente,a CNAMIB se encontra trabalhando em propostas para o projeto de Lei de direitossexuais e reprodutivos.

"Estamosenfatizando muito este tema, como indígenas queremos contribuir para reduzireste índice de mortalidade materna porque em nossas comunidades há muitasmulheres que morrem ao dar a luz”, explicou a dirigente.

Assimmesmo, a líder guaraya Tomasa Rojas, afirma que existem casos de violênciadomestica e sexual entre as mulheres e crianças que não são denunciados porquedesconhecem seus direitos.

"Nospapéis se falam contra a violência a mulher, para que serve este papel se nãoconhecemos o que diz, as mulheres das comunidades afastadas desconhecem estetema por isso não denunciam, também tem medo de seu agressor”.

Finalmente,Rojas convida as autoridades municipais e departamentos a coordenar com asorganizações indígenas para trabalhar pela saúde das mulheres.

Anotícia é da AINI
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