Rio de Janeiro, 08 de Agosto de 2026

Indiciados no caso Celobar podem pegar 20 anos de prisão

Sábado, 05 de Julho de 2003 às 06:11, por: CdB

Os responsáveis pela adulteração do contraste Celobar poderão ser condenados a penas de até 20 anos de prisão. O subsecretário-geral de Segurança Pública, Marcelo Itagiba, e o delegado Renato Nunes, titular da Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Saúde Pública, divulgaram o resultado das investigações que será encaminhado ao Ministério Público. Em 30 dias, foi concluído o inquérito e ficou comprovado que a adulteração do produto causou a morte de uma pessoa no Estado do Rio. Os laudos periciais, anexados ao inquérito aberto pela polícia do Rio, serão encaminhados para os estados de Goiás, Minas Gerais e Bahia. Nesses estados, também foram registradas mortes de pacientes que utilizaram o Celobar, mas a polícia ainda não conseguiu responsabilizar o laboratório. O inquérito segue na segunda-feira para o Ministério Público que decidirá sobre a prisão dos quatro indiciados: o diretor-presidente do laboratório Enila, Márcio D'Icarahy; a farmacêutica responsável pelo contraste, Márcia Almeida Fernandes; o gerente de produção do laboratório, Wagner Teixeira; e o químico Antônio Carlos Fonseca. A pena mínima para quem for condenado é de 15 anos. As perícias feitas comprovaram que o laboratório comprou 600 quilos de carbonato de bário, letal aos seres humanos, e não conseguiu comprovar que destino deu ao produto. Manipulado de forma adequada, o carbonato de bário, que também é utilizado para a fabricação de veneno de rato, se transforma em matéria-prima do Celobar. O crime cometido pelos responsáveis pelo Laboratório Enila foi manipular a substância de forma inadequada e sem a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O resultado disso foi a morte de, pelo menos, um paciente. - Eles não tinham capacidade e nem licença para fazer o produto mas mesmo assim assumiram o risco e produziram - disse o subsecretário.

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