Rio de Janeiro, 04 de Outubro de 2026

Índices mostram forte redução nos preços em todos os setores econômicos

O fim do impacto do reajuste dos custos de educação levou a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março para o menor nível desde setembro de 2007, exatamente em linha com o esperado pelo mercado. O IGP-M, da Fundação Getúlio Vargas, teve deflação maior do que o previsto. (Leia Mais)

Quarta, 08 de Abril de 2009 às 07:52, por: CdB

O fim do impacto do reajuste dos custos de educação levou a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março para o menor nível desde setembro de 2007, exatamente em linha com o esperado pelo mercado. O indicador avançou 0,20% em março, ante alta de 0,55% em fevereiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Analistas consultados pela agência inglesa de notícias econômicas Thomson-Reuters esperavam avanço de 0,20%.

"De fevereiro para março, o grupo Educação foi o responsável pela desaceleração do IPCA já que os efeitos da alta sazonal verificados no início do ano foram absorvidos no índice anterior", afirmou o IBGE em nota.

O grupo Educação teve queda de preços de 0,37% em março, depois de subir 4,77% em fevereiro. Os preços de mensalidades e materiais escolares são reajustados no início do ano letivo, impactando o IPCA em fevereiro. Os custos de Transporte também passaram para o negativo, com queda de 0,07% em março ante alta de 0,24% em fevereiro.

"Nos Transportes, vários itens se destacaram pelas variações mais baixas: tarifas de ônibus urbanos, ônibus intermunicipais e álcool combustível", acrescentou o IBGE.

Já os preços de Vestuário fizeram o movimento oposto, passando para alta de 0,70% em março ante queda de 0,24% em fevereiro. No ano, o IPCA acumula alta de 1,23% e nos últimos 12 meses, de 5,61%.

Forte declínio

A deflação pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) foi ampliada na primeira leitura de abril, refletindo um declínio mais forte dos custos de produtos industriais no atacado. A queda foi de 0,53% na primeira prévia deste mês, ante recuo de 0,45% em igual período de março, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

Analistas consultados pela Thomson-Reuters previam uma queda bem menor, de 0,27%, segundo a mediana de 10 previsões. Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços por Atacado (IPA) teve baixa de 0,94%, depois de cair 0,71% na leitura inicial do mês passado.

O IPA agrícola caiu 0,16% na primeira prévia de abril, ante baixa de 2,09% na primeira de março. Já o IPA industrial acelerou o recuo, para 1,19%, seguindo a queda de 0,25% anterior.

As principais quedas individuais de preços no atacado foram de adubos e fertilizantes compostos, etileno, arroz em casca, minério de ferro, fio-máquina de aço ao carbono. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve alta de 0,42%, ante variação positiva de 0,03% anterior.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) caiu 0,08%, ante elevação de 0,16% na primeira leitura de março.

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