O mercado financeiro tem como um das principais preocupações nesta semana os vários indicadores de inflação que serão divulgados. Os dados devem influenciar a decisão do Copom sobre o juro básico no dia 21, no término da reunião que começa dia 20. A taxa básica está atualmente em 26,50% ao ano e vem sendo objeto de críticas de vários integrantes do governo Lula. Nesta segunda-feira, será conhecida a primeira prévia de inflação de maio pelo IGP-M; Já na terça-feira será a vez da inflação pelo IPC da Fipe na primeira quadrissemana deste mês. Terça será anunciada a inflação em abril pelo IGP-DI, da FGV, e pelo IPCA e pelo INPC, do IBGE. Todos atraem a atenção do mercado, mas o interesse estará voltado principalmente ao IPCA, considerado a inflação oficial porque é nele que está baseado o sistema de metas de inflação adotado Banco Central na gestão de Armínio Fraga e mantido por Henrique Meirelles. Se os índices de inflação desta semana sinalizem que os preços estão realmente em queda há possibilidade de uma redução nos juros, ainda que mínima. No entanto, se os indicadores mostrarem que a inércia inflacionária persiste, o Copom deverá apenas adotar o viés de baixa.