Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026

Índices de inflação apresentam escalada de preços no país

A inflação de novembro medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getulio Vargas (FGV), ficou em 1,58%. De acordo com os números divulgados nesta quinta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV, a taxa superou a observada um mês antes, 1,03%.

Quinta, 09 de Dezembro de 2010 às 11:17, por: CdB
A inflação de novembro medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getulio Vargas (FGV), ficou em 1,58%. De acordo com os números divulgados nesta quinta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV, a taxa superou a observada um mês antes, 1,03%. Com isso, o acumulado do ano chega a 10,88% e a taxa dos últimos 12 meses, a 10,75%. O IGP mede o comportamento de preços em geral da economia. Segundo a FGV, disponibilidade interna é a consideração das variações de preços que afetam diretamente as atividades econômicas no país. Dos três componentes do IGP-DI, o que apresentou maior variação em novembro foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), com alta de 1,98%. A taxa, que representa 60% do índice global, havia ficado em 1,32% um mês antes. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que em outubro havia apresentado elevação de 0,59%, também registrou em novembro alta mais intensa, de 1%. O IPC responde por 30% do IGP-DI. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), último a compor o IGP-DI, com 10% de participação, teve em novembro alta de 0,37%, depois de registrar 0,20% em outubro. No caso do IPA, o aumento foi influenciado pelas matérias-primas brutas (de 2,31% para 4,27%), com destaque para bovinos (de 4,57% para 11,05%), algodão em caroço (de 3,97% para 20,01%) e soja em grão (de 5,56% para 8,62%). Os bens finais tiveram acréscimo de 1,07%, menor do que um mês antes (1,54%), e os bens intermediários registraram aumento na taxa, que passou de 0,41%, para 1,10%, pressionada por materiais e componentes para a manufatura (de 0,41% para 1,41%). No IPC, houve acréscimo nas sete classes de despesa que o compõem, sendo a principal elevação observada no grupo alimentação (de 1,38% para 2,27%), com aumento nos preços das carnes bovinas (de 3,88% para 10,71%), das frutas (de –1,18% para 3,95%) e dos adoçantes (de 3,18% para 7,14%). Analistas ouvidos pela agência inglesa de notícias Reuters previam elevação de 1,53%, segundo a mediana de respostas que ficaram entre 1,45 e 1,58%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 1,98% em novembro, após alta de 1,32% em outubro. No ano, o IGP-DI acumula alta de 10,88% e nos últimos 12 meses, de 10,75%. Inflação nas capitais A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) aumentou, na primeira semana de dezembro, em seis das capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV). De acordo com dados divulgados, nesta manhã, a maior variação foi registrada em Recife, cuja taxa passou de 1,69% para 1,98%, impulsionada pelos grupos alimentação (de 3,96% para 4,45%) e transportes (de 0,91% para 1,35%). O levantamento aponta que também houve alta mais intensa nos preços em São Paulo (de 1,02% para 1,14%), capital com maior peso na formação do índice; Porto Alegre (de 0,37% para 0,62%); no Rio de Janeiro (de 0,90% para 1,15%); em Belo Horizonte (de 0,83% para 0,89%); e Brasília (de 0,85% para 0,92%). Salvador foi a única capital a registrar diminuição na taxa neste levantamento (de 1,28% para 1,19%). Na média nacional, o IPC-S registrou taxa de 1,14%, 0,14 ponto percentual acima do índice divulgado na apuração anterior. O resultado foi o mais elevado desde fevereiro deste ano quando a taxa havia alcançado 1,33%. Na primeira prévia de dezembro, o índice foi pressionado principalmente pelos alimentos, que continuam liderando as altas de preços com oscilação na média de 2,72% ante 2,27% na última pesquisa. Alimentação Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo teve alta de 0,67% na primeira quadrissemana de dezembro, ante 0,72% no mês de novembro, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quinta-feira. Os custos do grupo Alimentação desaceleraram o avanço para 1,92% nesta leitura, comparado a 2,02% na anterior. Os de Transportes também subiram menos, em 0,29% na primeira quadrissemana, contra 0,36% em novembro. Os de Habitação registraram elevação de 0,10% agora, comparado a 0,20% antes. Os preços de Despesas pessoais e Vestuário, por sua vez, subiram em ritmo maior, em, respectivamente, 0,62 e 1,29%. O dado da primeira quadrissemana mediu os preços de 8 de novembro a 7 deste mês. O IPC mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos.
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