Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Índices de confiança caem apesar dos sinais positivos na economia

Quarta, 28 de Maio de 2014 às 11:22, por: CdB
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O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 2,2%
O Índice de Confiança da Indústria (ICI), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) apresentou queda de 5,1% em maio sobre abril, passando de 95,6 para 90,7 pontos, na pior marca desde dezembro de 2008 (-9,2%). Esse nível está bem abaixo da média histórica (105,5 pontos) apurada na pesquisa Sondagem da Indústria de Transformação. A queda constrasta com as melhorias divulgadas em setores importantes para a economia, como a criação de empregos e a redução nos níveis inflacionários. Os entrevistados, porém, manifestaram-se mais pessimistas tanto em relação ao momento atual quanto ao desempenho previsto no curto prazo. Houve recuos de 5,1% no Índice da Situação Atual (ISA) que atingiu 92,3 pontos, e de 5% no Índice de Expectativas (IE) com 89,2 pontos. Para 8,3% dos consultados, a demanda do mercado está forte – proporção inferior à medição passada (11,5%). Os que classificaram a demanda como fraca passaram de 17,3% para 21%. Quanto à avaliação sobre o que os industriais esperam para os próximos três meses, o indicador apontou a quarta redução seguida, de 7%, no mais baixo nível desde 2009 (100,3 pontos). Das 1.219 consultadas, 22,4% disseram que acreditam em aumento da produção ante 27,1% que tinham essa mesma opinião, em abril. Já a parcela que prevê uma produção menor cresceu de 12% para 15,3%. O levantamento mostra ainda ter ocorrido um ligeiro aumento no Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), de 84,1% em abril para 84,3% em maio. Serviços Já o Índice de Confiança de Serviços (ICS) também caiu, atingindo a marca de 5,7% em maio na comparação com abril, maior queda desde dezembro de 2008, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira. Assim, o indicador chegou a 106,8 pontos em maio, menor que os 113,3 pontos no mês anterior, quando o índice havia recuado 3,1%. O nível atingido em maio é o menor desde abril de 2009 (103,5). De acordo com a FGV, o Índice da Situação Atual (ISA-S) teve queda de 4,6% em maio sobre abril, depois ter caído 3,8% no mês passado. Por sua vez, o Índice de Expectativas (IE-S) recuou 6,6% em maio, ante queda de 2,5% em abril. Salário real O salário médio mensal pago pelas empresas e outras organizações, no entanto, apresentou aumento real de 10,1% entre 2009 e 2012. O crescimento real se deu em todos os anos, tendo fechado 2012 com alta de 2,1% (para R$ 1.943,16), em relação a 2011, quando o salário médio real já havia subido 4,7%. Os dados fazem parte da pesquisa Cadastro Central de Empresas (Cempre), que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está divulgando hoje (28), com informações cadastrais e econômicas de empresas e outras organização formalmente constituídas no país. Os dados indicam também que a melhora na qualidade e no número de empregos fez com que o total de salários e outras remunerações pagos por empresas e organizações, entre 2008 e 2012, acumulasse crescimento de 35,3% e se desse em todos os anos analisados pela pesquisa. Em 2012, esse aumento foi 7,1%.
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