Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Índice sazonal pressiona inflação e BC calcula nova alta nos juros

Quarta, 12 de Março de 2014 às 10:59, por: CdB

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O preço das mensalidades escolares elevou o índice de inflação no país
Índice oficial de inflação do país, o IPCA acelerou a 0,69% em fevereiro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. O resultado veio acima da taxa de 0,55% de janeiro – a menor para o mês desde 2009. Com o resultado, o índice acumula alta de 1,24% nos dois primeiros meses do ano. Em 12 meses encerrados em fevereiro, a IPCA soma um aumento de 5,68%, desta vez, pressionado por reajustes nas mensalidades escolares. Analistas previram que o IPCA de fevereiro seria um pouco menor, com alta em torno de 0,65%. A inflação mais alta e com a previsão de que não cederá, no curto prazo, de acordo com cenário observado no Banco Central e registrado na última ata do Copom, tende a pressionar ainda mais e levar ao aumento na taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, elevando a Selic para 11,25%, segundo as previsões de analistas. Embora o consumo tenha se reduzido, a alta dos preços tem sido "contaminada" pela alta do dólar, que eleva especialmente preços de alimentos; por um clima desfavorável no começo deste ano. Em fevereiro, o grupo educação foi o destaque da inflação, com alta de 5,97%, puxada pelo reajuste de 7,64% dos colégios – conforme apurou o IBGE, mas como um dado sazonal, que sempre ocorre em fevereiro. "À exceção de Fortaleza, que não apresentou aumento em virtude da diferença da data de reajuste (das mensalidades), nas demais regiões os cursos situaram-se entre os 3,45% registrados na região metropolitana de Porto Alegre e os 11,72% do Rio de Janeiro", informou o IBGE. Eulina Nunes dos Santos, coordenadora do IBGE, nota que a pressão do grupo educação é pontual. – O resultado está concentrado em fevereiro e sofre pouca alteração ao longo do ano – disse. Is itens de educação foram os responsáveis isolados por 0,27 ponto percentual do IPCA, o que corresponde a pouco mais de um terço do índice. O peso na inflação de fevereiro, segundo a coordenadora do IBGE, só não foi maior por conta do recuo das passagens, da moderação do preço dos alimentos e da deflação de vestuário e da queda das passagens aéreas. Alimentação Obtiveram altas expressivas e mais intensas do que em janeiro, ainda, os grupos de artigos de residência (1,07%) – puxado pelo dólar, pois a categoria inclui muitos produtos importados, e pelo fim do IPI reduzido para móveis e eletrodomésticos – e habitação (0,77%), após os aumentos maiores de aluguéis, condomínio e energia elétrica no Rio e em Vitória. Os alimentos também ajudaram a segurar a inflação, com uma alta menor em fevereiro –de 0,56%, em decorrência da queda de importantes itens como batata (-9%), feijão (-4,45%) e leite (-3,65%). Outros produtos, porém, se mantiveram com preços em alta, como tomate (10,70%) e hortaliças e verduras (11,60%), por conta do clima desfavorável. A alimentação fora de casa também passou a custar mais caro e subiu 1,21% em fevereiro. Os grupos de vestuário e transportes tiveram deflação em fevereiro – caíram 0,40% e 0,05%, respectivamente. O primeiro sofreu a influência da liquidação de verão. Já os transportes perderam fôlego diante da queda de 20,55% em fevereiro, mais do que compensando o reajuste de 1,29% do ônibus urbano, que subiu na esteira da correção do Rio de Janeiro.
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