Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

Índice de morte de homens jovens é quase o dobro do de mulheres

Homens entre 15 e 24 anos são os que apresentam maiores índices de morte em decorrência de atos violentos como homicídios, suicídios e acidentes de trânsito, segundo o levantamento Estatísticas do Registro Civil, divulgado nesta quarta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IIBGE). A taxa que atingiu pico de 70,2% do total das mortes de homens nessa idade em 2002, ficou em 67,5%, em 2008. Mesmo assim, representa quase o dobro do índice de mortes de mulheres na mesma faixa etária.(Leia Mais)

Quarta, 25 de Novembro de 2009 às 08:38, por: CdB

Homens entre 15 e 24 anos são os que apresentam maiores índices de morte em decorrência de atos violentos como homicídios, suicídios e acidentes de trânsito, segundo o levantamento Estatísticas do Registro Civil, divulgado nesta quarta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IIBGE). A taxa que atingiu pico de 70,2% do total das mortes de homens nessa idade em 2002, ficou em 67,5%, em 2008. Mesmo assim, representa quase o dobro do índice de mortes de mulheres na mesma faixa etária.

– A juventude é o segmento que está mais exposto a essa causas. Neste caso [de 15 a 24 anos] os homens são um alvo – afirmou o responsável pelo estudo, Cláudio Dutra Crespo.

A pesquisa mostra que entre 1998 e 2008 a taxa média de registros de óbitos violentos no país
para os homens permaneceu quase inalterada, de 67,8% para 67,5%, quase duas vezes a taxa feminina, que subiu de 32,7% para 34,1%, no mesmo período.

Ao citar documento da Unesco que avaliou o problema da violência entre os jovens, o estudo do IBGE destaca que eles “tornam-se violentos por não ter acesso, por motivos sociais ou psicológicos, à estrutura de oportunidades que a sociedade formal oferece”.

Para o conjunto da população masculina, a maior proporção de mortes violentas foi registrada em Rondônia (8,4%). Para as mulheres, Mato Grosso (23,1%) é o estado onde ocorreu mais mortes. No país como um todo, os índices mais elevados são do Amapá, com 23,7%.

A pesquisa mostra também que continua em queda o número de mães com menos de 20 anos de idade. Entre 1998 e 2008, o indicador passou de 21,3% para 19,4%. O IBGE destaca que a maternidade entre 15 e 19 anos eleva os riscos de mortalidade para a mulher e o filho, além de agravar a vulnerabilidade das mães adolescentes, que muitas vezes precisam deixar a escola no período da educação básica.

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