Rio de Janeiro, 07 de Outubro de 2026

Índice de inflação que reajusta aluguel volta a subir neste mês

A primeira prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de fevereiro indica avanço de 0,42%, invertendo a queda de 0,31% verificada no mesmo período de janeiro. De acordo com dados divulgados nesta terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o resultado foi influenciado pela aceleração do Índice de Preços por Atacado (IPA). (Leia Mais)

Terça, 10 de Fevereiro de 2009 às 11:19, por: CdB

A primeira prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de fevereiro indica avanço de 0,42%, invertendo a queda de 0,31% verificada no mesmo período de janeiro. De acordo com dados divulgados nesta terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o resultado foi influenciado pela aceleração do Índice de Preços por Atacado (IPA), que passou de -0,56% para 0,49% no mesmo período.

Na média, os preços dos bens finais avançaram 1,42%, depois de recuarem 0,02%, puxados pela alta verificada em alimentos processados (de -2,07% para 3,15%). Já os bens intermediários tiveram deflação menos intensa, passando de -0,61% para -0,46%, com a contribuição de materiais e componentes para a manufatura (de -0,90% para 0,04%). Também apontando aceleração nos preços, as matérias-primas brutas tiveram alta de 0,84%, depois de recuarem 1,08% no mesmo período de janeiro. O movimento foi influenciado pelo comportamento dos preços de soja (de 1,08% para 7,01%), bovinos (de -6,43% para -0,34%) e café (de -1,99% para 7,28%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), diferentemente, desacelerou na primeira prévia de fevereiro em relação ao mesmo período do mês anterior, passando de alta de 0,24% para 0,21%. Cinco das sete classes de despesa registraram decréscimo em suas taxas de variação. Os destaques foram os grupos alimentação (de 0,15% para -0,08%), puxado por hortaliças e legumes (de 3,02% para 0,49%), frutas (de 1,35% para -0,48%) e panificados e biscoitos (de 0,27% para -0,77%); e vestuário (de 0,52% para -0,81%), com a contribuição de roupas (de 0,90% para -0,77%).

Último componete do IGP-M, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) sofreu aceleração, passando de 0,13% para 0,43%. O movimento foi puxado por materiais e serviços (de 0,23% para 0,47%) e por mão-de-obra (de 0,00% para 0,39%).

A primeira prévia do IGP-M de fevereiro foi calculada com base nos preços coletados entre os dias 21 e 31 de janeiro. O índice é utilizado com balizador para reajustes de aluguel e tarifas de energia.

IPC

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na cidade de São Paulo, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), atingiu 0,49%, na primeira prévia de fevereiro, ante alta de 0,46% do fechamento de janeiro. Dos sete grupos  pesquisados, três apresentaram avanços em comparação com a pesquisa anterior: alimentação, com alta de 0,83% ante 0,68%; habitação, com variação de 0,30% ante 0,21%; e saúde, com elevação de 0,49% ante 0,42%.

O grupo educação, que tem pressionado a taxa, apresentou desaceleração, passando de 5,95% para 4,77%. O mesmo movimento ocorreu no grupo despesas pessoais, que registrou alta de 0,56%, índice um pouco abaixo do verificado na medição passada (0,59%).

Nos demais grupos, houve deflação. Em vestuário, as liquidações de roupas derrubaram a taxa para -0,81%, acentuando o recuo registrado no fechamento de janeiro (-0,56%). Já o grupo transportes, apesar de ter mantido taxa negativa (-0,23%), dá sinais de recuperação, uma vez que no levantamento anterior o índice havia ficado em -0,30%.

IPC-S

Quatro das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) apresentaram desaceleração da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) na primeira prévia de fevereiro. De acordo com dados divulgados pela manhã, o recuo mais intenso foi verificado em Salvador, cuja taxa passou de 1,44% para 1,21%, entre o levantamento de 31 de janeiro e o de 7 de fevereiro.

Os preços também subiram com menos intensidade em Belo Horizonte (de 0,99% para 0,81%), em Brasília (de 1,08% para 0,95%) e no Rio de Janeiro (de 0,99% para 0,86%). Já em São Paulo (de 0,60% para 0,66%), capital que tem maior peso na formação do IPC-S, o índice avançou entre as duas apurações, passando de 0,60% para 0,66%.

O mesmo movimento foi observado em Porto Alegre (de 0,83% para 0,92%) e em Recife (de 0,41% para 0,83%). Conforme divulgou na véspera a Fundação Getulio Vargas, o IPC-S de 7 de fevereiro ficou em 0,81%, taxa 0,02 ponto percentual abaixo da apurada no levantamento anterior. A maior contribuição para o decréscimo partiu do grupo educação, leitura e recreação.

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