O índice de crescimento da população brasileira está em queda, segundo dados do Censo 2010. O presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eduardo Nunes, disse que a tendência é de crescimento populacional maior em cidades de porte médio que tenham crescimento econômico.
A população brasileira é de 190.732.694 pessoas, segundo o resultado do Censo 2010. Em relação ao Censo 2000, a população brasileira cresceu 12,3% em uma década, o equivalente a 20,9 milhões de brasileiros. Mas ritmo de crescimento, porém, foi inferior aos 15,6% verificado na década anterior (1991 a 2000).
– O que a gente observa é que as áreas que absorvem mais o fluxo migratório das pequenas cidades não são mais as grandes metrópoles, mas as cidades de porte médio ou até grande, mas não necessariamente áreas metropolitanas.
Segundo o levantamento do IBGE, o crescimento da população é maior nos novos polos econômicos do Brasil.
– Principalmente a Região Centro-Oeste do país, que é onde se constata a existência de cidades com ritmos de crescimento grande e também com grande dimensão social e econômica –, disse Nunes.
O presidente lembrou que o índice geométrico médio de crescimento anual da população brasileira está em queda.
– Na década de 1990 a taxa de crescimento já havia caído para 1,60 e agora essa taxa é de 1,02.
– Os dados do Censo de 2010 preocupam –, afirmou o ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas.
Segundo ele, o resultado do censo mostra que o Brasil está no meio de uma transição demográfica.
– As projeções apontavam que em 2020 teríamos 1,8 filho por mulher, Em 2008, tivemos a informação que as mulheres brasileiras têm, em média, 1,8 filho. Isso quer dizer que, em 2020, vamos perder 30 milhões de habitantes na projeção. São menos pessoas trabalhando e mais pessoas idosas. Teremos que dar conta não só da aposentadoria como das políticas públicas para essas pessoas.
Para Gabas, esse novo retrato da nossa população brasileira é grave.
– Teremos uma quantidade enorme de pessoas idosas em pouco tempo. O mercado tem de se organizar e cada vez mais o estado brasileiro terá de se preocupar com o crescimento dessa população.
Segundo o ministro, esse novo desenho da sociedade brasileira mostra que as mulheres estão ocupando cada vez mais espaço no mercado de trabalho.
– Isso é muito positivo para o país, mas traz o reflexo no número de filhos. As pessoas estão se formando tarde, especializando-se mais e depois entrando no mercado de trabalho. Isso tem um reflexo direto no crescimento da população.
Embora o número de pessoas idosas no país esteja aumentando, o ministro não acha necessário fazer uma reforma no sistema previdenciário com urgência.
– O comportamento da arrecadação reflete que há uma mudança e significa que temos uma Previdência equilibrada. É hora de conversar com a população para saber qual o tipo de Previdência que ela quere no futuro. Esse é um debate que precisa ser colocado e é uma questão necessária.
Índice de crescimento da população está em queda
O índice de crescimento da população brasileira está em queda, segundo dados do Censo 2010. O presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eduardo Nunes, disse que a tendência é de crescimento populacional maior em cidades de porte médio que tenham crescimento econômico.
Terça, 30 de Novembro de 2010 às 09:19, por: CdB
O índice de crescimento da população brasileira está em queda, segundo dados do Censo 2010. O presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eduardo Nunes, disse que a tendência é de crescimento populacional maior em cidades de porte médio que tenham crescimento econômico.
A população brasileira é de 190.732.694 pessoas, segundo o resultado do Censo 2010. Em relação ao Censo 2000, a população brasileira cresceu 12,3% em uma década, o equivalente a 20,9 milhões de brasileiros. Mas ritmo de crescimento, porém, foi inferior aos 15,6% verificado na década anterior (1991 a 2000).
– O que a gente observa é que as áreas que absorvem mais o fluxo migratório das pequenas cidades não são mais as grandes metrópoles, mas as cidades de porte médio ou até grande, mas não necessariamente áreas metropolitanas.
Segundo o levantamento do IBGE, o crescimento da população é maior nos novos polos econômicos do Brasil.
– Principalmente a Região Centro-Oeste do país, que é onde se constata a existência de cidades com ritmos de crescimento grande e também com grande dimensão social e econômica –, disse Nunes.
O presidente lembrou que o índice geométrico médio de crescimento anual da população brasileira está em queda.
– Na década de 1990 a taxa de crescimento já havia caído para 1,60 e agora essa taxa é de 1,02.
– Os dados do Censo de 2010 preocupam –, afirmou o ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas.
Segundo ele, o resultado do censo mostra que o Brasil está no meio de uma transição demográfica.
– As projeções apontavam que em 2020 teríamos 1,8 filho por mulher, Em 2008, tivemos a informação que as mulheres brasileiras têm, em média, 1,8 filho. Isso quer dizer que, em 2020, vamos perder 30 milhões de habitantes na projeção. São menos pessoas trabalhando e mais pessoas idosas. Teremos que dar conta não só da aposentadoria como das políticas públicas para essas pessoas.
Para Gabas, esse novo retrato da nossa população brasileira é grave.
– Teremos uma quantidade enorme de pessoas idosas em pouco tempo. O mercado tem de se organizar e cada vez mais o estado brasileiro terá de se preocupar com o crescimento dessa população.
Segundo o ministro, esse novo desenho da sociedade brasileira mostra que as mulheres estão ocupando cada vez mais espaço no mercado de trabalho.
– Isso é muito positivo para o país, mas traz o reflexo no número de filhos. As pessoas estão se formando tarde, especializando-se mais e depois entrando no mercado de trabalho. Isso tem um reflexo direto no crescimento da população.
Embora o número de pessoas idosas no país esteja aumentando, o ministro não acha necessário fazer uma reforma no sistema previdenciário com urgência.
– O comportamento da arrecadação reflete que há uma mudança e significa que temos uma Previdência equilibrada. É hora de conversar com a população para saber qual o tipo de Previdência que ela quere no futuro. Esse é um debate que precisa ser colocado e é uma questão necessária.