Rio de Janeiro, 15 de Setembro de 2026

Índice de confiança dos alemães na economia alcança maior nível desde 2006

A confiança do analista e do investidor da Alemanha aumentou bem mais que o esperado em dezembro, alcançando o maior nível desde abril de 2006, mostrou a pesquisa mensal sobre confiança econômica do instituto de pesquisa ZEW.

Terça, 17 de Dezembro de 2013 às 10:02, por: CdB
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A confiança do analista e do investidor da Alemanha aumentou bem mais que o esperado em dezembro
A confiança do analista e do investidor da Alemanha aumentou bem mais que o esperado em dezembro, alcançando o maior nível desde abril de 2006, mostrou a pesquisa mensal sobre confiança econômica do instituto de pesquisa ZEW. O índice de confiança econômica saltou para 62,0 ante 54,6 em novembro, de acordo com o instituto. A expectativa em pesquisa da Reuters junto a analistas na semana passada era de aumento para 55,0. O índice foi baseado em pesquisa com 252 analistas e investidores e realizada entre 2 e 16 de dezembro, segundo o ZEW. Uma medida separada das condições atuais subiu para 32,4, ante 28,7. A previsão era de leitura de 30,0. A expectativa dos economistas prossegue, mesmo com a certeza que a economia alemã irá crescer de forma modesta neste ano antes de acelerar o ritmo em 2014 graças à melhora do ambiente econômico global e a condições internas favoráveis, informou o instituto econômico Ifo nesta terça-feira. O instituto com sede em Munique reduziu sua projeção de crescimento em 2013 para 0,4% ante estimativa anterior de 0,6%, mas manteve a previsão de que a maior economia da Europa irá crescer 1,9% no próximo ano. O Ifo disse que a incerteza entre as empresas está diminuindo enquanto os investidores ainda estão vendo a Alemanha como uma opção segura e as perspectivas de renda são boas para as famílias, o que significa que a demanda doméstica deve conduzir o crescimento no próximo ano. O Ifo também estimou que o atual superávit de conta corrente da Alemanha irá crescer para 7,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano, ante estimativa de 7,1% para este ano – bem acima do limiar de 6% que a Comissão Europeia considera excessivo. A Alemanha tem sido criticado por basear de modo muito intenso sua economia no comércio exterior e por registrar elevados superávits comercial e de conta corrente em um momento em que a economia da zona do euro necessita de suporte. Inflação Outro dado que pesa nas análises dos economistas é o fato de que a inflação da zona do euro acelerou em novembro devido à alta nos preços do setor hoteleiro e de energia elétrica, mostraram dados nesta terça-feira, mas o aumento de salários continuou a desacelerar no terceiro trimestre para o ritmo mais lento em três anos. Os preços ao consumidor nos 17 países que compartilham o euro recuaram 0,1% na base mensal, mas na comparação anual a taxa de inflação acelerou para 0,9%, ante 0,7% em outubro. A taxa de inflação ficou abaixo de 1% pela primeira vez desde fevereiro de 2010 em outubro e o movimento de desaceleração dos preços forçou o Banco Central Europeu (BCE) a reduzir a taxa de juros a nova mínima recorde em novembro. A queda mensal foi conduzida por recuo de 0,8% nos preços de energia e por queda de 0,1% nos preços de tabaco e serviços. Os preços de alimentos ficaram estáveis em novembro, mostraram dados da agência de estatísticas da União Europeia (UE), Eurostat, nesta terça-feira. Os custos trabalhistas na zona do euro aumentaram no ritmo mais lento em três anos nos três meses até setembro, informou a Eurostat separadamente, em um sinal de que a competitividade de custos dos países da zona do euro está melhorando. A baixa inflação mostra que as famílias não estão gastando e que as empresas não estão investindo, prejudicando o ritmo de uma recuperação que quase estagnou no terceiro trimestre.
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