O número de trabalhadores norte-americanos que pediu auxílio-desemprego surpreendeu e diminuiu em 12 mil na última semana. Os pedidos iniciais ajustados sazonalmente totalizaram 545 mil na semana terminada em 12 de setembro, ante 557 mil no período anterior, informou o Departamento de Trabalho nesta quinta-feira. O dado marca a menor leitura desde o início de julho. Analistas consultados pela agência inglesa de notícias econômicas Thomson/Reuters previam uma alta para 555 mil pedidos.
Outro dado positivo, nesta quinta-feira, veio na divulgação do índice de atividade das empresas do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano, na sigla em inglês) da Filadélfia, que saltou para 14,1 em setembro, o nível mais alto desde junho de 2007, de 4,2 em agosto. Economistas esperavam que o índice avançasse para 8. O subíndice de emprego, entretanto, caiu para -14,3 em setembro, de -12,9 em agosto.
O subíndice de novas encomendas caiu para 3,3 em setembro, de 4,2 em agosto; o subíndice de embarques avançou para 8,2 em setembro, de 0,6 em agosto; o subíndice de estoques caiu para -18,1 em setembro, de 0,3 em agosto. O subíndice de preços pagos subiu para 14,9 em setembro, de 10 em agosto; e o subíndice de preços recebidos caiu para -10,6 em setembro, de -1,5 em agosto. As informações são da agência norte-americana de notícias Dow Jones.
Construção civil
A construção de novas moradias nos Estados Unidos e a emissão de alvarás também subiram em agosto para o maior nível desde novembro, mostrou um relatório do governo. O Departamento de Comércio informou nesta quinta-feira que a construção de novas moradias cresceu 1,5%, para uma taxa anual sazonalmente ajustada de 598 mil unidades, pouco abaixo das expectativas do mercado de 600 mil unidades. A construção de casas em julho foi revisada para 589 mil unidades, ante leitura inicial de 581 mil unidades.
A construção de moradias para uma só família, contudo, caiu 3% em agosto, para uma taxa anual de 479 mil unidades, após cinco altas mensais consecutivas. Em relação a agosto do ano passado, a construção de moradias declinou 29,6%. O mercado de construção civil, principal alavanca da pior recessão em sete décadas nos Estados Unidos, está mostrando sinais de melhora. Analistas esperam que a atividade no setor contribua com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste trimestre.
Visão otimista
Para o presidente-executivo da indústria de alumínio Alcoa, a economia mundial está agora caminhando para uma recuperação sustentável, mas a trajetória será lenta. Ele conversou com repórteres de uma revista alemã nesta quinta-feira.
– A queda livre acabou... Eu vejo agora uma série de sinais positivos, mas não espero um movimento rápido para cima. Acredito que o patamar vai se estabilizar e a partir daí avançar – afirmou Klaus Kleinfeld à revista Capital.
Segundo o executivo, a recuperação econômica já começou no Brasil e ele espera que a Índia volte a crescer este ano. A China é um país "fenômeno" para ele depois que implementou o programa de estímulo econômico mais inteligente. Na expectativa do presidente da Alcoa, o país cumprirá a meta de crescimento de 8% este ano.
Ele também afirmou que sinais positivos têm surgido nos Estados Unidos e citou aumento nas vendas de moradias, encomendas de produtos manufaturados e de veículos. O executivo disse ainda que o preço do alumínio está em US$ 1,9 mil dólares por tonelada depois de ter chegado a recuar para até R$ 1,1 mil.
– Este aumento é um indicador muito importante – alertou. Um segundo indicativo de recuperação é o estoque dos distribuidores vazio, com um nível de esgotamento "nunca visto desde que a Alcoa foi fundada".