Rio de Janeiro, 10 de Outubro de 2026

Índia quer que Paquistão extradite 40 suspeitos

Quinta, 11 de Dezembro de 2008 às 08:36, por: CdB

A Índia espera que o Paquistão entregue mais de 40 suspeitos de envolvimento com atentados e outros crimes, disse a chancelaria na quinta-feira, descartando no entanto uma ação militar contra o país vizinho.

– Entregamos (a Islamabad) listas de 40 pessoas, não 1, não 20 - listas de 40 pessoas, e também lembramos que sua recusa não irá resolver a questão – disse Pranab Mukherjee ao Parlamento indiano durante um debate sobre os atentados de novembro em Mumbai, que mataram 179 pessoas.

Anteriormente, a Índia havia solicitado ao Paquistão que extraditasse 20 suspeitos, alguns deles ligados ao ataque em Mumbai. Questionado por parlamentares inflamados sobre a razão de não atacar o Paquistão após tantas supostas provas de sua cumplicidade com os distúrbios na Índia, Mukherjee replicou: "Essa não é a solução."

Islamabad ou nega a presença dos suspeitos procurados por Nova Délhi, ou alega que a Índia não apresentou provas suficientes para a extradição.

A lista inclui os fundadores de pelo menos dois grupos militantes da Caxemira, que enfrentam as tropas indianas nessa região disputada entre os dois países, e que segundo Nova Délhi estariam ampliando suas atividades para cidades indianas de outras regiões.

– Vocês podem negar, mas como vão convencer seu próprio povo quando esses rostos aparecerem na tela de TV? – disse Mukherjee, conclamando o Paquistão a se empenhar mais na prevenção do terrorismo.

Por causa da pressão internacional, o Paquistão já desativou diversos campos de treinamento de grupos islâmicos e prendeu alguns dirigentes procurados pela Índia, que no entanto não se satisfez.

– Por favor, continuem seriamente – disse Mukherjee, lembrando que Islamabad adotou medidas semelhantes na época do ataque islâmico ao Parlamento da Índia, no final de 2001.

– Portanto, se a isso não se seguir a conclusão lógica - completo desmantelamento da infra-estrutura disponível naquele lado para facilitar ataques terroristas, a proibição das organizações, como isso nos ajuda? – questionou.

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