Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2026

Índia quer controle total de serviços do BlackBerry

A Índia rejeitou, nesta segunda-feira, a oferta da fabricante de celulares Research In Motion (RIM) de dar ao governo acesso apenas parcial aos seus serviços de dados dos aparelhos BlackBerry.

Terça, 01 de Fevereiro de 2011 às 08:33, por: CdB

A Índia rejeitou, nesta segunda-feira, a oferta da fabricante de celulares Research In Motion (RIM) de dar ao governo acesso apenas parcial aos seus serviços de dados dos aparelhos BlackBerry. Já o vizinho Paquistão voltou atrás de sua decisão de restringir os serviços dos smartphones. Não ficou imediatamente claro o que o governo indiano, que afirma estar agindo por preocupações de segurança, vai fazer após a decisão da RIM. A fabricante canadense decidiu não cumprir as demandas governamentais de permitir o monitoramento de e-mails corporativos até a data de 31 de janeiro. A RIM havia afirmado anteriormente acreditar que não seria banida da Índia. No começo deste mês, a RIM afirmou ter dado à Índia meios para acessar seu serviço de mensagens instantâneas antes da data estabelecida pelo governo, mas reiterou que não daria às autoridades acesso aos e-mails corporativos protegidos. O Ministro do Interior, Palaniappan Chidambaram, disse em uma coletiva de imprensa que o governo ainda desejava ter acesso aos e-mails. No ano passado, a Índia pediu acesso a todos os serviços do BlackBerry como parte de seus esforços para combater milícias e ameaças por meio da Internet ou telefone. As mesmas demandas se repetiram em outros países que também tentaram, às vezes com sucesso, restringir as funções do popular smartphone. Na manhã de segunda-feira, o Paquistão advertiu as operadoras de telefonia para que não dessem acesso aos serviços de BlackBerry a missões estrangeiras, alegando ter preocupações com a segurança dos meios de comunicação, disseram fontes do setor. Mas a instrução foi revertida mais tarde. O Paquistão permitiu que as operadoras continuem oferecendo os serviços para missões estrangeiras, disse uma fonte do setor que não quis ser identificada à Reuters. O porta-voz da Pakistan Telecommunication Authority (Autoridade em Telecomunicações do Paquistão), Khurram Ali Mehran, confirmou que os serviços continuaram normalmente. Não ficou imediatamente claro o porquê da retratação do Paquistão. No ano passado, a RIM escapou por pouco de ser banida da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes.

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