Rio de Janeiro, 15 de Fevereiro de 2026

Índia lembra dez anos da morte de Madre Teresa de Calcutá

Quarta, 05 de Setembro de 2007 às 10:34, por: CdB

Milhares de devotos lotaram na quarta-feira a sede das Missionárias da Caridade em Kolkata (ex-Calcutá, Índia) para rezar pela madre Teresa, que morreu há 10 anos.

As portas da Casa-Mãe, onde viveu e morreu a freira albanesa, se abriram ao amanhecer para receber centenas de habitantes de bairros miseráveis da região.

Portando velas, eles se ajoelharam diante do túmulo de madre Teresa e rezaram com as freiras vestidas com os hábitos tradicionais da ordem - sáris brancos com filetes azuis.

Algumas poucas dezenas de pessoas de uma sociedade racionalista gritavam palavras de ordem contrárias do lado de fora, dizendo que madre Teresa não deveria ser tratada como santa e lembrando posições dela, criticadas em alguns círculos, contra o aborto e o controle da natalidade.

Além disso, críticos dizem que o trabalho de madre Teresa transformou a antiga Calcutá em sinônimo de miséria, ignorando sua longa história de criatividade intelectual e artística.

Madre Teresa fez de Kolkata seu lar e abriu várias casas, inclusive uma para anciões e doentes terminais e outra para crianças desamparadas.

O arcebispo local, Lucas Sircar, celebrou uma missa solene, que reuniu ricos e pobres na mesma oração. Ali estava também a irmã Nirmala, que assumiu o comando da ordem quando madre Teresa já estava doente, seis meses antes de sua morte, aos 87 anos, em 5 de setembro de 1997.

- Sinto uma profunda alegria e gratidão recordando a presença da madre Teresa hoje entre nós - disse a religiosa, ao colocar uma vela sobre o túmulo da religiosa, Prêmio Nobel da Paz de 1979.

As portas da Casa-Mãe ficarão abertas o dia todo, e centenas de pessoas entravam de mãos postas, algumas levando flores.

Na terça-feira, saiu um livro de cartas da madre Teresa a suas companheiras e superiores, escritas durante 66 anos, em que manifesta dúvidas sobre a existência de Deus.

No fim de semana passado, o papa Bento XVI disse que o tormento da freira, beatificada em 2003, por causa do silêncio de Deus não era um fato anormal.

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