O governo indiano disse na quarta-feira estar investigando uma denúncia feita por um grupo ambientalista sobre a presença de pesticidas nas bebidas vendidas pela Coca-Cola e pela Pepsi Co. O anúncio foi feito no momento em que o Parlamento do país suspendia a venda de Coca-Cola e de Pepsi dentro de sua sede.
— Essa é uma questão muito séria. Requeri um relatório amplo a respeito dela — afirmou o ministro da Saúde, Sushma Swaraj, a membros da câmara baixa do Parlamento. As unidades indianas da Coca-Cola e da Pepsi contestaram a denúncia feita pelo Centro para a Ciência e o Meio Ambiente, com sede em Nova Délhi.
Segundo o grupo, os refrigerantes vendidos no país apresentavam altos índices de pesticidas como o DDT e o malation. As duas empresas, em uma rara entrevista conjunta concedida nesta terça-feira, afirmaram que os produtos vendidos na Índia seguiam os padrões mundiais e que estavam preparadas para quaisquer testes realizados por laboratórios independentes.
— A denúncia é infundada e deveria ser desconsiderada. Obedecemos às melhores normas internacionais. Aceitamos que nossos produtos sejam testados em qualquer lugar do mundo por um laboratório independente e confiável — disse Rajeev Bakshi, presidente-executivo da Pepsi Índia.
Alguns parlamentares notaram que o relatório do grupo ambientalista provocou pânico entre a população e pediram que o governo proibisse a venda dos refrigerantes.
—Como presidente da comissão parlamentar de alimentos, anuncio que o fornecimento de Pepsi e de Coca-Cola será interrompido no Parlamento — afirmou o deputado E. Ahmed. Segundo os ambientalistas, a presença de pesticidas nos refrigerantes devia-se ao fato de a indústria de bebidas na Índia usar água subterrânea na fabricação delas.