O governo indiano diz já ter pistas sobre os responsáveis pelos atentados a bomba que mataram mais de 60 pessoas no sábado na capital do país, Nova Déli. Em entrevista à BBC, o ministro do Interior da Índia, Shivraj Patil, disse que as autoridades receberam "muitas informações" sobre os autores dos atentados, mas afirmou que ainda é cedo para dar detalhes específicos.
- Nosso pessoal está fazendo um grande progresso. A investigação está indo bem - disse ele.
O comandante da polícia de Nova Déli, Karnail Singh, disse que o tipo de explosivo e os marcadores de tempo usados nas três bombas indicam que os ataques eram o trabalho de um único grupo. As três explosões ocorreram com minutos de diferença entre elas no fim da tarde de sábado. Duas das explosões ocorreram em mercados lotados. Uma terceira aconteceu num ônibus, mas não matou ninguém.
Os atentados ocorreram quando muitos indianos estavam nas ruas fazendo suas últimas compras para o festival das luzes, o Diwali, uma das principais festas na Índia e que pode ser comparada com o Natal cristão.
Grupo desconhecido
Uma organização desconhecida chamada Islami Inqilabi Mahaz havia reivindicado os ataques, mas a polícia ainda tenta verificar a veracidade da informação. Segundo o comandante da polícia, o grupo que reivindicou o ataque seria uma divisão interna do Lashkar-e-Toiba, um movimento radical separatista que luta pela auto-determinação da Caxemira.
Singh disse que a reivindicação estava sendo analisada, mas poderia ser uma tentativa de confundir as investigações policiais. Várias pessoas já foram interrogadas, mas ninguém foi preso, segundo Singh.
Registros de ligações
A polícia está examinando registros de ligações por telefones celulares feitas na hora dos ataques. Também foram realizadas buscas em pousadas e hotéis em toda a cidade e a polícia entregou esboços de um retrato-falado de um suspeito de ter colocado uma das bombas. As autoridades também procuram por um homem que saiu de um ônibus deixando uma bolsa no veículo pouco antes de outra das explosões.
O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, visitou vítimas dos atentados no hospital e convocou reuniões de emergência com seu gabinete e com seus assessores para segurança.
- Esses são atos covardes de terrorismo. Estamos decididos em nosso compromisso de combater o terrorismo de todas as formas - disse o premiê num curto pronunciamento pela TV.