Indeferida liminar a Deborah Guerner e o marido em processo por corrupção
O ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu nesta quinta-feira a liminar requerida pela promotora Deborah e o marido dela, o empresário Jorge Guerner. A promotora de justiça, Débora Guerner, e o marido estão presos desde quarta-feira.
O ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu nesta quinta-feira a liminar requerida pela promotora Debora e o marido dela, o empresário Jorge Guerner, envolvidos em um rumoroso caso de corrupção. A promotora de justiça, Débora Guerner, e o marido estão presos desde quarta-feira. O Ministério Público os acusa de forjar provas para simular uma incapacidade mental que os tornaria incapazes de responder a processos na Justiça.
O casal protagonizou o esquema de corrupção no Distrito Federal, conhecido como Mensalão do DEM e foi preso na véspera por homens da Polícia Federal. A promotora e seu marido foram presos em casa, quando se preparavam para fugir do país. Num relatório de 86 páginas, o Ministério Público Federal pediu a prisão preventiva dos dois sob a alegação de que estão atrapalhando as investigações com documentos falsos e que viajaram ao exterior sem pedir autorização à Justiça.
O pedido de prisão foi deferido na noite de terça-feira pela desembargadora Mônica Sifuentes, do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região. Segundo o documento, Deborah, ao fingir ter problemas mentais, tenta "induzir" o Ministério Público e a Justiça ao erro e fere a "credibilidade" das instituições públicas. Ambos seguem presos na Superintendência da PF e seus advogados já entraram com pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A promotora Guerner é o braço do Ministério Público do DF no esquema de corrupção local, desmantelado em novembro de 2009 na Operação Caixa de Pandora. Ela e o colega Leonardo Bandarra, ex-procurador-geral (cargo que chefia os promotores locais), são acusados de cobrar propina do ex-governador José Roberto Arruda para garantir a proteção do Ministério Público ao seu governo. Arruda, aliás, chegou a passar dois meses preso em 2010. Deborah ainda teria agido, como promotora, para ajudar o marido no esquema de corrupção que envolvia os negócios de coleta de lixo no governo do Distrito Federal.
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