Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Incra realiza ações emergenciais em assentamentos atingidos pelas cheias

Terça, 06 de Janeiro de 2004 às 19:12, por: CdB

A Superintendência Regional do Incra no Estado do Rio de Janeiro está estudando a realização de ações emergenciais em 2 projetos de assentamento localizados nos municípios de Cachoeira de Macacu e Silva Jardim, prejudicados pelas chuvas registradas na região entre os dias 2 e 12 de dezembro passado.

O Superintendente do órgão, Carlos Correia, reuniu-se nesta terça-feira, nesta capital, com autoridades dos 2 municípios com essa intenção. Correia acredita que toda a problemática das chuvas nos projetos de assentamento teve início em 1997, provocada pela construção de barragens e de diques sem cumprimento das devidas normas técnicas, além da falta de dragagem de rios e obras nas fazendas limítrofes, que não obedeceram à altura dos diques.

Nesta quarta-feira, o Superintendente do Incra/RJ se reunirá na sede do órgão com representantes da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio-Emater; da Associação de Produtores Rurais do assentamento Sebastião Lan, de Silva Jardim; da União Nacional de Cooperativas-Unacoop; e Banco do Brasil para tratar dos problemas causados pela abertura de comportas de Barra de Jurtanaíba, que agravaram os danos das chuvas para as 30 famílias de assentados de Silva Jardim, causando prejuízos estimados em R$900 mil.

No assentamento de São José da Boa Morte, em Cachoeiras de Macacu, foram danificadas plantações e cultivos de cereais, afetando em torno de 4,3 mil pessoas, o que gerou prejuízos avaliados em R$9 milhões.

Carlos Correia informou às autoridades de Cachoeiras de Macacu já ter percorrido o dique-estrada, tendo efetuado 3 vistorias no local por ocasião das chuvas, estabelecendo também contatos com técnicos da Petrobrás que pede cessão e uso da área para passagem de dutos terrestres. Informou ainda que o Incra está solicitando obras de recuperação do dique-estrada e das comportas, além da manutenção das ruínas da Igreja de São José da Boa Morte, que datam de 1734.

Tags:
Edições digital e impressa