O diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Roberto Kiel, informou que o Incra está intensificando a fiscalização de terras apropriadas por estrangeiros na Amazônia. A diretoria coordenada por ele organiza e mantém atualizado um cadastro nacional de imóveis rurais, de proprietários e detentores, de terras públicas, de arrendatários e parceiros. Um dos objetivos é identificar e impedir a superposição do registro imobiliário.
No caso de terras com função social, Roberto Kiel afirmou que a legitimação do uso da terra de até 100 hectares é desburocratizada. Para propriedades com entre 101 e 500 hectares, existe a regulação fundiária com concessão de uso. Esse tipo de propriedade não pode ter mais de 2,5 mil hectares. Segundo Kiel, que participa na Câmara do 1º Simpósio da Amazônia, nos últimos anos, o órgão rejeitou 30.556 cadastros rurais na Amazônia que burlavam planos de manejo florestal. Os cadastros rejeitados diziam respeito a aproximadamente 74 milhões de hectares. Além disso, foram retomados 3,5 milhões de terras públicas griladas.
O simpósio é promovido pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, em parceria com o Senado, órgãos do Poder Executivo e entidades não-governamentais e ocorre no auditório Nereu Ramos.