Da mesma forma que a estranha exigência da sra. secretária de Estado, Hillary Clinton (leiam post acima) só pode ser piada a reclamação americana contra o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) em reunião da semana passda em Genebra (Suíça).
Os Estados Unidos, por meio do seu embaixador naquele organismo internacional, Michael Punk, reclamaram do aumento de impostos sobre importação no Brasil e acusaram o país de criar um ambiente mais difícil para as negociações da Rodada de Doha, voltadas agora para a redução de tarifas.
Em resposta, o embaixador brasileiro na OMC, Roberto Azevedo, apontou o quanto de danos a desvalorização da moeda americana provoca à economia brasileira. Mas, justo os EUA que acabaram de manter, de prorrogar por mais um ano as tarifas e subsídios ao etanol?
Querem que se faça o que dizem, não o que fazem
Eles protegem o seu mercado de uma forma irracional e absolutamente contrária às políticas ambientais exigidas (para serem cumpridas pelos outros) exatamente pelos próprios norte-americanos e depois não querem que outras países e economias o façam. Depois vem defender combustíveis mais limpos e baratos!
O que prejudica Doha é a resistência européia de ceder na questão agrícola, e a norte-americana de manter proteções absurdas e contrárias às regras de comércio internacionais, à sua produção agrícola e mesmo industrial.
Depois têm a cara de pau de vir exigir dos outros concessões descabidas na área da propriedade intelectual, de compras governamentais, de tarifas industriais...sem oferecer, registre-se, as contrapartidas mínimas para um acordo mundial. Francamente, é muito abuso!