Algumas cidades do interior de São Paulo registram alta no número de casos de dengue. A cidade de Olímpia, por exemplo, está enfrentando uma epidemia, com 484 pessoas infectadas, ao contrário do ano passado, que não havia registrado nenhum caso. O mosquito <i>Aedes aegypti</i>, transmissor da doença, também fez vítimas em Ribeirão Preto, Campinas, São José do Rio Preto, Araçatuba e Bauru.
Segundo o diretor do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do estado, Carlos Magno Fortaleza, no total de casos houve uma redução, que não foi acompanhada por todas as cidades.
Segundo o CVE, até 6 de maio foram registrados 1.415 casos autóctones (contraídos no estado). No ano passado, foram 3.049 e no mesmo período (até maio de 2004) foram 2.010. Na cidade de São Paulo, há 95 casos confirmados (15 autóctones e 80 importados). Em 2004, os números chegaram a 98 (88 importados e 10 autóctones).
A assessora da Secretaria de Saúde de Olímpia, Jusielen Amorim, conta que os trabalhos de combate ao mosquito transmissor da doença foram intensificados.
- Visitamos todas as casas e realizamos nebulização. Mas ainda encontramos larvas do mosquito transmissor - conta Jusielen.
O médico sanitarista do Centro de Controle de Zoonoses de Ribeirão Preto - onde há 356 casos contra 46 em todo o ano passado - Claudio Souza de Paula afirma que parte da população não está levando a sério o combate à doença. Segundo a Prefeitura de Ribeirão Preto, a maioria dos criadouros está nos jardins das residências.
O secretário de Saúde de São José do Rio Preto, José Carlos Cacau Lopes, acredita que existe uma certa acomodação da população.
- Criou-se uma falsa impressão de que a doença estava controlada. Apesar do aumento, os números não são preocupantes, mas a população precisa saber que dengue é como pressão alta, deve-se controlar sempre - compara.
Em Campinas, que tem 55 infectados, os bairros mais atingidos são os mesmos onde a epidemia explodiu em 2002 com 510 casos. O número de agentes de saúde naqueles locais foi reforçado em 50%.