O incêndio de grandes proporções que atingiu uma subestação elétrica no centro de Madri na tarde desta quinta-feira esta praticamente controlado, informou o Corpo de Bombeiros. O fogo obrigou as autoridades a isolar o centro da cidade.
Era possível ver a enorme coluna de fumaça a vários quilômetros de distância. O incêndio, na subestação da Unión Fenosa, provocou blecautes perto do Paseo del Prado e caos no trânsito do centro da capital espanhola. Onze pessoas sofreram intoxicação.
- Já não há chamas no exterior. Estão acabando de controlar as chamas - disse o representante dos bombeiros de Madri, Pedro Gallardo. Segundo ele, 120 bombeiros trabalhavam no combate ao fogo.
O porta-voz não descartou a possibilidade de o edifício desabar. A presidente da Comunidade de Madri, Esperanza Aguirre, disse que não havia feridos graves.
- Até agora não temos notícia de nenhuma fatalidade. Há 11 intoxicados por fumaça, que já estão sendo tratados - disse Aguirre à RNE.
Vários edifícios próximos ao local tiveram que ser desocupados, disse o vice-prefeito de Madri, Manuel Cobo.
- Houve várias explosões ali na central elétrica. Quando ouvimos a explosão e vimos a fumaça, saímos correndo - disse à Reuters Antonio González, de 39 anos, que trabalha num prédio próximo à subestação.
Várias ambulâncias se dirigiram ao local, entre a rua Atocha e o Paseo del Prado. A subestação fica próxima a um posto de gasolina.
- Fomos retirados pelas escadas. Havia chamas impressionantes - disse Loli Oliver, de 50 anos, funcionária pública.
Segundo fontes da Unión Fenosa, a subestação havia voltado a funcionar depois de um período de testes.
O incêndio causou pânico na vizinhança por causa das pequenas explosões e dos blecautes. Ali perto, no dia 11 de março, a Espanha havia presenciado o pior atentado da história do país, quando bombas explodiram em trens na estação de Atocha, matando 191 pessoas no total.
- Minha primeira reação foi medo, porque você não sabe o que aconteceu - disse Montse Sanchez, 34 anos.
- Eu pensei: meu Deus, não podemos lidar com outra coisa como as bombas de 11 de março.
O Museu do Prado também foi fechado para o público. Segundo a polícia, a causa do acidente ainda é desconhecida.