Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Incêndio mata 175 em Buenos Aires

O incêndio na casa noturna República Crogmanon, no bairro de Once, em Buenos Aires, foi a pior tragédia da capital Argentina. Pelo menos 175 pessoas morreram e 619 ficaram feridas. Esses, foram encaminhados para mais de 14 hospitais da cidade. As listas de pacientes indicam que o público era formado principalmente por adolescentes e pessoas na faixa dos 20 anos, mas alguns jovens pais também levaram seus bebês e filhos ao show. (Leia Mais)

Sexta, 31 de Dezembro de 2004 às 12:19, por: CdB

O incêndio na casa noturna República Crogmanon, no bairro de Once, em Buenos Aires, foi a pior tragédia da capital Argentina. Pelo menos 175 pessoas morreram e 619 ficaram feridas. Esses, foram encaminhados para mais de 14 hospitais da cidade. As listas de pacientes indicam que o público era formado principalmente por adolescentes e pessoas na faixa dos 20 anos, mas alguns jovens pais também levaram seus bebês e filhos ao show. Muitas pessoas circulavam nesta sexta-feira pelos hospitais em busca de parentes e amigos.

Os presentes que conseguiram escapar e os vizinhos fizeram relatos surpreendentes.

- Num minuto pegou fogo. Éramos um montão de gente tentando sair - disse Ariel Monges, 25 anos, que conseguiu sobreviver à tragédia, mas perdeu uma prima de 16 anos e um amigo.

Carolina, que tinha ido ao show com seu irmão e seus primos, achou que tinha chegado a sua hora.

- Chegou um momento em que fechei os olhos e deixei meu corpo cair. Disse: 'cheguei até aqui', já não podia respirar. De repente, senti uma onda de ar. Tinham conseguido derrubar a porta, aí veio uma avalanche e acabamos no chão. Alguém me tirou de lá e comecei a gritar o nome do meu irmão - disse ela a uma emissora de rádio.

Um rapaz que estava procurando seu sobrinho de 11 anos disse que havia crianças no show porque a apresentação era de uma "banda de família".

- De repente o teto se abriu e começaram a cair pedaços de borracha incendiados. As pessoas enlouqueceram - disse Carlos, que chegou sem sapatos e sem camisa a um hospital público em busca de uma amiga desaparecida.

- A única coisa que podíamos fazer era molhar as camisetas no banheiro dos homens e das mulheres e jogar toda a água que conseguíamos nos garotos que estavam desmaiados, ou que iam desfalecendo - disse à TV um jovem que conseguiu sair ileso do local.

Uma mulher que estava no local disse a uma rádio que o telhado tinha sofrido um leve incêndio no dia 25 de dezembro e que nesta quinta-feira o líder do grupo musical advertiu em várias ocasiões que o público não jogasse rojões pelo perigo de que o teto pegasse fogo novamente.

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