Dois trabalhadores feridos no incêndio foram transportados para terra firme
A produção da plataforma P-20, no campo de Marlim, na Bacia de Campos, da Petrobras, seguia interrompida nesta sexta-feira por medida de segurança por causa de um incêndio na unidade, na tarde de quinta-feira, disse a estatal, em nota.
"A Petrobras informa que, no fim da tarde desta quinta-feira, ocorreu um incêndio, já debelado, nas imediações do sistema de injeção de produtos químicos da plataforma P-20, no campo de Marlim, na Bacia de Campos", disse a companhia, no comunicado.
Segundo a assessoria de imprensa da empresa, não havia informação se a produção na plataforma continuava paralisada nesta sexta-feira. A assessoria disse ainda que um dos trabalhadores a bordo na plataforma inalou fumaça e um outro sofreu leve torção nos tornozelos, mas eles passam bem.
"A companhia comunicou o fato às autoridades competentes e iniciou a investigação com o objetivo de apurar as causas do incidente", acrescentou.
Investigações
Ainda nesta sexta-feira, a Petrobras iniciou as investigações para apurar as causas do incêndio que atingiu a Plataforma P-20. De acordo com a estatal, o incêndio ocorreu "nas imediações do sistema de injeção de produtos químicos da plataforma". Dois trabalhadores ficaram feridos, sendo um por inalação da fumaça e outro com uma torção no tornozelo. Eles foram atendidos pela equipe de saúde da unidade marítima e passam bem.
Segundo a Petrobras, o incêndio foi controlado ainda na noite de ontem e, por enquanto, não há nenhuma informação sobre as causas do incidente. A companhia também informou que a produção da unidade, de aproximadamente 22 mil barris por dia, seguiria interrompida por medida de segurança e ainda não há previsão para o retorno das atividades. A companhia comunicou o fato à comissão da Petrobras responsável por investigações nas plataformas e também à Agência Nacional do Petróleo (ANP).
O diretor do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), Antônio Silva, disse que o sindicato vai acompanhar as investigações e as vistorias que a comissão da Petrobras irá fazer na plataforma. Silva acredita que o trabalho vai durar até 15 dias.
– Ainda não temos maiores informações sobre o incêndio, mas esperamos esclarecer as causas desse acidente, até para que ele não se repita, e também para que os trabalhadores não sejam mais vítimas – disse o diretor.
Um incêndio de maior proporção no final de novembro na refinaria Repar, da Petrobras, manteve paralisada por algumas semanas parte da operação na unidade, que responde por quase 10% da produção nacional.
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