Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Incêndio atinge Hospital em Belford Roxo

Quarta, 16 de Janeiro de 2008 às 07:44, por: CdB

Funcionários e pacientes do Hospital Jorge Júlio Costa dos Santos (Joca), em Belford Roxo, Baixada Fluminense, tiveram que ser retirados às pressas da unidade durante incêndio na sala de RX, na madrugada desta quarta-feira. Homens da Defesa Civil Municipal controlaram as chamas, mas o hospital foi tomado pela fumaça. Ninguém se feriu.

No momento do incêndio, às 2h45, havia 45 pacientes internados em observação e seis deles, em estado mais grave, foram transferidos para os hospitais Albert Schweitzer, em Realengo, Geral da Posse, em Nova Iguaçu, e de Saracuruna, em Duque de Caxias.

Segundo o diretor geral do hospital, Carlos Henrique Barbosa da Costa, o fogo pode ter se inciado durante um curto-circuito no ar-condicionado da sala de RX, que estava fechada. Ele disse que enquanto homens da Defesa Civil combatiam o incêndio, os funcionários se encarregaram de retirar os pacientes em macas, que foram postas na calçada do hospital.

– Havia muita fumaça e foi a melhor medida até confirmarmos a gravidade do incêndio e evitar que os pacientes ficassem em situação de risco, como intoxicação pela fumaça.

O atendimento será normal nesta quarta-feira, só ficando suspensos os exames de RX. O médico não soube dizer o montante do prejuízo causado pelo incêndio, mas a sala de RX ficou completamente destruída. 

O agente da Defesa Civil João Vaz Pereira, de plantão no hospital, foi o primeiro a perceber o fogo.

– Ouvi uma explosão e vi fumaça saindo por debaixo da porta. Arrombei a porta e via as chamas do aparelho de ar-condicionado e no de RX. Dei o primeiro combate, e ordenei que evacuassem o hospital. Chamei outros agentes da Defesa Civil e conseguimos debelar as chamas antes da chegada dos bombeiros. Nosso trabalho foi dificultado pela falta de extintores específicos para fogo em aparelhos elétricos, revelou.

O diretor do hospital disse que vai apurar as causas da falta de equipamentos. Algumas mangueiras estavam cortadas no corredor da unidade.

Apesar da grande quantidade de fumaça espessa que tomou conta do hospital, segundo o diretor da unidade, nenhum paciente ou funcionário sofreu intoxicação. Bombeiros do quartel de Nova Iguaçu foram ao local e fizeram o trabalho de rescaldo. Cinco ambulâncias do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samur) trabalharam na transferência dos pacientes.

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