Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Inadimplência no mercado de crédito cai em junho

A inadimplência no segmento de recursos livres caiu pela primeira vez em um ano em junho, indo a 5,6%, contra patamar revisado de 5,8% em maio, mas ainda permanecendo perto dos maiores patamares históricos em meio à inflação elevada e desemprego, que afetam diretamente a renda.

Quarta, 27 de Julho de 2016 às 08:27, por: CdB

Em junho de 2015 a inadimplência neste segmento - no qual as taxas de juros são livremente definidas pelas instituições financeiras - havia ficado em 4,6%

Por Redação, com Reuters - de São Paulo:
A inadimplência no segmento de recursos livres caiu pela primeira vez em um ano em junho, indo a 5,6%, contra patamar revisado de 5,8% em maio, mas ainda permanecendo perto dos maiores patamares históricos em meio à inflação elevada e desemprego, que afetam diretamente a renda.
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Em junho, as taxas de juros médios no mesmo segmento ficaram estáveis no patamar também revisado de 52,2% ao ano
Segundo informou o Banco Central nesta quarta-feira, no mesmo mês do ano passado, a inadimplência neste segmento - no qual as taxas de juros são livremente definidas pelas instituições financeiras - havia ficado em 4,6%. Em junho, as taxas de juros médios no mesmo segmento ficaram estáveis no patamar também revisado de 52,2% ao ano. O BC informou ainda que o spread bancário, diferença entre o custo de captação e a taxa efetivamente cobrada pelos bancos ao consumidor final, subiu a 39,7 pontos percentuais, contra nível revisado de 39,6 pontos percentuais em maio. Como reflexo da postura conservadora dos bancos para emprestar e da falta de apetite dos consumidores em tomar financiamentos, o estoque total de crédito no Brasil caiu 0,5 em junho sobre maio, a R$ 3,130 trilhões, passando a responder por 51,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). - É muito raro a gente ter queda em junho no saldo de crédito, última vez foi em 2001... Está sendo puxado por modalidades principalmente de crédito a empresas, que estão diretamente associadas à atividade econômica - afirmou o chefe do departamento Econômico do BC, Tulio Maciel. Com isso, o país encerrou o primeiro semestre com contração de 2,8% no crédito, acumulando em 12 meses avanço de 1%. Para 2016, a expectativa do BC é de aumento de 1% no estoque geral de crédito. Se confirmado, será o desempenho mais fraco para o Brasil desde o início da série histórica do BC para saldos, em março de 2007.
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