Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Inadimplência nas vendas de veículos sobe em maio, mas continua abaixo da média do mercado, diz Anfavea

Quarta, 06 de Julho de 2011 às 13:30, por: CdB

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - A inadimplência nas vendas de veículos no Brasil cresceu em maio, mas ainda está abaixo da média geral do mercado. A avaliação é do presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, ao divulgar hoje (06), em São Paulo, o balanço do mês de junho do setor. “A inadimplência sempre preocupa, mas ela ainda está sob controle”, disse.

Segundo a Anfavea, 3,6% dos clientes atrasaram o pagamento em prazo superior a 90 dias em maio (os resultados de junho ainda não foram apresentados). Em abril, o número foi 3,2%. A média geral do mercado é cerca de 6,4%, segundo Belini.

Quanto ao emprego, o setor terminou o mês de junho com 142.727 empregados, aumento de 592 trabalhadores em comparação ao mês de maio. “Por enquanto a situação está normal. Houve crescimento de emprego até o mês de junho e esperamos que a economia volte a crescer, e que cresça de forma que possamos contratar mais pessoas”, disse.

A produção de veículos cresceu 4,1% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2010. Mais de 1,71 milhão de veículos foram produzidos entre janeiro e junho deste ano, contra uma produção de 1,64 milhão na primeira metade do ano passado. No primeiro semestre, 1,74 milhão de veículos foram licenciados no país, um crescimento de 10% em comparação ao mesmo período de 2010, quando foram licenciados 1,58 milhão de veículos.

“A análise é boa. No primeiro semestre houve um crescimento do nosso setor na ordem de 10%, embora estejamos comparando com o mesmo período do ano passado, onde tivemos os meses de abril, maio e junho de 2010 muito fracos. Mas, no conjunto, o primeiro semestre [deste ano] foi favorável”, declarou.

De acordo com o presidente da Anfavea, as medidas macroprudenciais adotadas pelo governo para desestimular o consumo contribuíram para aumentar as vendas de veículos a vista, passando de 32% no fim do ano passado para 38% agora. O total de vendas de veículos a prazo, por sua vez, passaram de 68% para 62%.

As exportações do setor caíram 18,1% em junho em comparação a maio, passando de 44.658 para 36.555 veículos. No primeiro semestre deste ano as exportações cresceram 3% em relação ao mesmo período de 2010, atingindo 249.940 unidades exportadas. Como as importações no primeiro semestre chegaram a 390 mil unidades, o saldo nos primeiros meses deste ano foi negativo (-140,1 mil unidades).

Em valores monetários, as exportações no primeiro semestre deste ano representaram US$ 7,202 bilhões, crescimento de 24,9% em comparação ao primeiro semestre de 2010. Em junho, as exportações corresponderam a US$ 1,241 bilhão.

Na comparação com outros países, o Brasil deixou a quarta colocação entre os maiores mercados de venda de veículos e passou a ocupar em 2011 (com dados até maio) a sexta posição, superado pela Índia (5ª) e Alemanha (4ª).

Entre janeiro e maio deste ano, o país comercializou 1,43 milhão de veículos, enquanto a Índia vendeu 1,44 milhão e a Alemanha, 1,46 milhão. As primeiras colocações permanecem sendo ocupadas pela China (1º), que comercializou 7,91 milhões de veículos entre janeiro e maio deste ano, pelos Estados Unidos (em 2º, com a venda de 5,26 milhões de veículos) e pelo Japão (em 3º, com 1,56 milhões de veículos vendidos).

Para 2011, a previsão da Anfavea é de crescimento de 5% nas vendas de veículos, com a comercialização de 3,6 milhão de unidades. “Estamos percebendo que o fluxo dos negócios está mantendo um ritmo que permitirá um crescimento de 5% ao ano”, disse Belini.

 

Edição: Aécio Amado

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