A inadimplência dos consumidores manteve o ritmo de queda iniciado em junho e registrou em julho uma redução de 3,7% na comparação mês a mês. Em junho, a inadimplência já havia caído 3%. No entanto, os sete primeiros meses de 2005 ainda acumulam alta de 13,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram apontados pelo Indicador Serasa de Inadimplência da Pessoa Física.
A pesquisa aponta a queda em julho como um dado positivo em decorrência da redução das taxas de desemprego e do aumento da renda real, conseqüência das menores taxas de inflação.
Os técnicos da Serasa explicam no estudo que o aumento da inadimplência em 2005 decorre do elevado endividamento da população, fruto da expansão do crédito financeiro às pessoas físicas e do expressivo crescimento da aquisição de bens de consumo duráveis, por meio dos financiamentos da rede varejista e ressalvam que as elevadas taxas de juros do crédito ao consumidor também contribuem.
Os cheques sem fundos foram os que tiveram maior participação na alta de julho, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Sua fatia na inadimplência cresceu 2%, registrando 36,3%. Depois dos cheques sem fundos, as maiores participações foram, em ordem decrescente, as dívidas em empresas de cartões de crédito e em financeiras, com os bancos e, finalmente, os títulos protestados junto à própria Serasa.
Inadimplência caiu em julho, mas acumula alta de 13,2% em 2005
Sexta, 26 de Agosto de 2005 às 14:10, por: CdB