Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Inadimplência cai e estoque de crédito aumenta para 55,2% do PIB

Sexta, 26 de Julho de 2013 às 09:10, por: CdB
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Segundo o BC, houve queda da inadimplência nas dívidas bancárias e cheques devolvidos
A inadimplência no mercado de crédito brasileiro no segmento de recursos livres ficou em 5,2% em junho, menor em relação a maio, quando registrou 5,5%, ao mesmo tempo em que as concessões recuaram no período. Segundo informou o Banco Central nesta sexta-feira, os atrasos nos pagamentos acima de 90 dias atingiram o menor patamar desde julho de 2011 (5,1%) e interromperam dois meses de estabilidade. A queda de 0,3 ponto percentual no mês passado foi a maior desde o início da nova série histórica do BC, em março de 2011. Levando em consideração os recursos totais no mercado de crédito brasileiro, incluindo também os recursos direcionados, a inadimplência também recuou em junho, a 3,4%, ante 3,6% em maio. Em junho, ainda segundo dados do BC, as concessões no segmento de recursos livres somaram R$ 248,3 bilhões, queda mensal de 8%. No crédito total, a queda foi de 3,8%. O BC informou ainda que o estoque total de crédito no Brasil subiu 1,8% em junho ante maio, chegando a R$ 2,532 trilhões, ou 55,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Existem algumas indicações de que a inadimplência pode perder força nos próximos meses. O Bradesco, que possui cerca de 16 por cento do mercado de crédito brasileiro, já informou que a tendência é de estabilidade e de até uma queda eventual da inadimplência até o final do ano. No segundo trimestre, os atrasos acima de 90 dias do banco foi de 3,7%, ante 4,2% um ano antes e 4% no primeiro trimestre. Em junho, segundo o BC, o spread bancário foi a 16,7 pontos percentuais também no crédito livre, abaixo dos 17,2 pontos percentuais vistos em maio. Considerando o crédito total, o spread ficou em 10,9 pontos percentuais, abaixo dos 11,3 pontos em maio. Apesar da queda nos spreads, a taxa média de juros no segmento de recursos livres fechou junho em 26,5%, superior aos 25,8% verificado em maio. No crédito total, os juros ficam em 18,5% em junho, maior que os 18,1% apurado no mês anterior. Os juros continuam influenciados pelo ciclo de aperto monetário, iniciado em abril passado e que já elevou a Selic em 1,25 ponto percentual, para o patamar atual de 8,50%. O objetivo do BC, que já indicou que deve fazer novas altas na taxa básica de juros, é combater a inflação. O discurso no governo é de que a inflação vai ceder. Neste mês, o IPCA-15 mostrou desaceleração da alta para 0,07%, voltando no acumulado em 12 meses a ficar abaixo do teto da meta do governo, com 6,40%.
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