Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Inadimplência cai de forma lenta e segura

A queda da inadimplência tem se verificado de forma lenta, mas segura - desde julho do ano passado para pessoas físicas, e de novembro para pessoas jurídicas – de acordo com cálculos do Departamento Econômico do Banco Central. A expectativa, no entanto, é de que a inadimplência recue de forma mais rápida a partir deste mês, segundo o gerente da Divisão de Pesquisas da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte, Fernando Sasso. Primeiros meses do ano são cruciais para os orçamentos pessoais

Domingo, 11 de Abril de 2010 às 15:01, por: CdB

A queda da inadimplência tem se verificado de forma lenta, mas segura - desde julho do ano passado para pessoas físicas, e de novembro para pessoas jurídicas – de acordo com cálculos do Departamento Econômico do Banco Central. A expectativa, no entanto, é de que a inadimplência recue de forma mais rápida a partir deste mês, segundo o gerente da Divisão de Pesquisas da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte, Fernando Sasso.

Para ele, a inadimplência é tradicionalmente mais resistente nos três primeiros meses do ano, em razão dos parcelamentos das compras de Natal, dos pagamentos de tributos, como o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), além dos gastos com matrículas e material escolar. Sasso lembrou que esses compromissos deixam de pesar ou pesam bem menos a partir deste mês.

Ele citou ainda a melhora no ambiente econômico do país, com mais crédito disponível, empregos e aumento da renda das famílias, entre os fatores que melhoram a capacidade de pagamento das pessoas e dão maior motivação para o consumidor quitar dívidas atrasadas. Sasso ressaltou, porém, que o aquecimento da economia também traz o risco de consumo sem planejamento, causa maior do aumento de 21,94% das dívidas no varejo na capital mineira, no mês de março, em relação ao mesmo mês de 2009.

O número contraria os resultados de pesquisa nacional divulgada na última quinta-feira pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço Nacional de Proteção ao Crédito (SPC). O levantamento das duas entidades mostra que a inadimplência cresceu 11,68%  em março, comparada ao mês anterior, mas registrou queda de 2,79% em igual mês do ano passado. Mostra ainda que março teve 23 dias úteis e fevereiro só 17, por causa do carnaval.

O resultado da pesquisa CNDL/SPC é a referência por enquanto para a inadimplência de março, uma vez que os números oficiais do Banco Central sobre o mês passado só serão divulgados no próximo dia 29. Os últimos dados, referentes a fevereiro, mostram que a inadimplência média para dívidas com atrasos acima de 90 dias caiu de 5,5% em janeiro para 5,3% em fevereiro, sendo 7,2% para pessoas físicas (7,6% em janeiro) e 3,7% para empresas (3,8% em janeiro).

A queda vem se consolidando desde junho do ano passado, no caso de pessoas físicas, quando a inadimplência alcançou pico de 8,6%, e contagiou também, de forma lenta e gradual, a inadimplência da pessoa jurídica, que alcançou 4% nos meses de setembro e outubro de 2009, e começou a ceder.

Boletim interno do Bradesco analisa que a tendência de queda deve se manter, de modo que 2010 termine com inadimplência próxima à do período pré-crise, e estima que a inadimplência média em suas operações tenha ficado em torno de 5% no mês passado. Em setembro de 2008, quando a crise financeira internacional se propagou, o indicador de maus pagadores fechou em 3,6%.

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