Rio de Janeiro, 06 de Outubro de 2026

Inadimplência aumenta, mas taxas de juros seguem em queda nos bancos

A taxa de inadimplência subiu e as taxas de juros caíram para as famílias em janeiro, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados nesta quinta-feira. A taxa média anual de juros passou de 43,3%, em dezembro de 2008, para 42,4%, em janeiro deste ano. (Leia Mais)

Quinta, 26 de Fevereiro de 2009 às 10:13, por: CdB

A taxa de inadimplência subiu e as taxas de juros caíram para as famílias em janeiro, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados nesta quinta-feira. A taxa média anual de juros passou de 43,3%, em dezembro de 2008, para 42,4%, em janeiro deste ano. Para as famílias, no mesmo período, a taxa caiu três pontos percentuais e ficou em 55,1% ao ano. Para as empresas, entretanto, houve um aumento de 0,3 ponto percentual, chegando a 31% ao ano, no mês passado.

A taxa de juros do cheque especial caiu de 174,9% para 172% ao ano, uma redução de 2,9 pontos percentuais de dezembro  para janeiro. No crédito pessoal, que inclui operações consignadas em folha, a redução foi de 60,4% para 56,5% ao ano. Segundo o BC, a inadimplência geral subiu 0,2 ponto percentual e ficou em 4,6% em janeiro. Para as famílias (pessoas físicas) a inadimplência subiu de 8% para 8,3% e para as empresas, de 1,8% para 2%. A taxa de inadimplência é calculada com base no saldo em atraso superior a 90 dias.

O spread geral também recuou de dezembro para janeiro, de 30,7 para 30,4 pontos percentuais. Para as pessoas físicas (famílias) passou de 45,2 para 43,6 pontos percentuais. No caso das empresas (pessoas jurídicas), houve um aumento de 0,4 ponto percentual, chegando a 18,8 pontos percentuais. O spread é a diferença entre os juros que a instituição financeira paga para ter o dinheiro (basicamente a taxa juros Selic) e a taxa cobrada do cliente na hora do empréstimo. A redução do spread é considerada uma condição para o barateamento do crédito ao tomador final e está sendo estudada pelo governo.

Crédito de menos

Ainda segundo pesquisa conduzida pelo BC, as concessões de crédito voltaram a cair em janeiro após dois meses de recuperação. A média diária de liberação de novos empréstimos caiu 13,7% em relação a dezembro e 3,7% em relação a janeiro de 2008. O resultado foi afetado pela redução no crédito para as empresas, que caiu 21,2% no mês e 7,2% em 12 meses. Já o crédito ao consumidor subiu 3% nas dias comparações.

Após considerar o estoque de crédito, o BC constatou que houve crescimento de 0,2% no mês. Para as empresas, esse indicador mostrou retração de 1,4%. Para pessoa física, subiu 1,3%. Com isso, o volume de dinheiro emprestado atualmente chegou ao valor novamente recorde de R$ 1,229 trilhão. Isso representa um aumento de 30,1% nos últimos 12 meses.

O volume de crédito também foi recorde na comparação com o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas), passando de 41,1% em dezembro para 41,2% no mês passado.

A previsão do BC é de um crescimento de 16% no crédito neste ano. Com isso, o indicador alcançaria o patamar de 43% do PIB.

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