Rio de Janeiro, 12 de Fevereiro de 2026

Impressão digital vai controlar armamento da PM do Rio

Trinta e cinco policiais de trânsito do 3° BPM (Méier) vão ser os pioneiros do projeto Sala de Armas, novo controle de retirada e devolução do armamento através da impressão digital. A Secretaria de Segurança pretende, após a comprovação prática da eficiência do sistema biométrico, ampliar esta iniciativa aos 39 quartéis da Polícia Militar.

Sexta, 17 de Agosto de 2007 às 07:40, por: CdB

Trinta e cinco policiais de trânsito do 3° BPM (Méier) vão ser os pioneiros do projeto Sala de Armas, novo controle de retirada e devolução do armamento através da impressão digital. A Secretaria de Segurança pretende, após a comprovação prática da eficiência do sistema biométrico, ampliar esta iniciativa aos 39 quartéis da Polícia Militar distribuídos pelo território fluminense, iniciando a implantação do Batalhão Legal, programa de informatização total das unidades da corporação.

No início e no encerramento de turno, o responsável pela distribuição do armamento, chamado de paioleiro, se identifica biometricamente, ou seja, com as impressões digitais. Ele abre a tela de solicitação e seleciona as armas, munições e outros equipamentos como colete, máscara e capacete. Os tipos e quantidades serão definidos de acordo com a missão informada.

Depois disso, o policial de saída realiza a sua identificação no sistema também pelas marcas inconfundíveis existentes nos dedos. Caso não haja nenhuma irregularidade no cadastro, ele retira o armamento e parte para o trabalho. Se o solicitante informar a posse de arma particular, esta será registrada juntamente com as da corporação retiradas para as atividades ou deixada no batalhão. No fim deste processo, o policial recebe um ticket comprovando seu pedido.

Além do monitoramento on-line do material de uso cotidiano, a aplicação da "Sala de Armas" prevê a fixação de chips nos equipamentos e sua conseqüente localização por rastreamento a partir de antenas conectadas ao sistema. A meta é acabar com o desaparecimento de armas, pois, quando devolver o armamento, o responsável precisa dar conta de qualquer alteração na lista antes de pegar o comprovante de encerramento.

Entre os benefícios desse avanço tecnológico, estão a identificação biométrica de todo o efetivo, a atualização de estoques em tempo real, o aumento da transparência e da confiabilidade com a comprovação de responsabilidade e o conhecimento da situação atual de cada armamento: em uso, manutenção ou custódia.

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