Na última vez em que o príncipe Charles entrou em uma igreja para se casar, 800 milhões de telespectadores viram-no selar sua união com a princesa Diana.
Desta vez, porém, o futuro rei da Grã-Bretanha estará sob o olhar de apenas algumas testemunhas ao se casar com Camilla Parker Bowles, em uma cerimônia civil marcada para acontecer na Prefeitura de Windsor, oeste de Londres.
Os meios de comunicação devem ficar de fora da cerimônia -- Charles deseja realizar um evento discreto a fim de evitar comparações entre os casamentos. Os britânicos, em sua maioria, opõem-se à idéia de ver Camilla transformada em rainha.
Um porta-voz do príncipe disse à Reuters: "Nunca se imaginou que a cerimônia civil fosse televisionada já que sempre foi planejado que se trataria de um evento relativamente pequeno e pessoal."
Cerca de 30 pessoas serão testemunhas do casamento, em 8 de abril, de Charles com Camilla, a amante do príncipe acusada de ter destruído a união dele com Diana.
Entre os que comparecerão à cerimônia estão os filhos de Charles, os príncipes William e Harry, bem como o filho e a filha de Camilla.
A rainha Elizabeth 2a, que demorou para aceitar o relacionamento de 35 anos de seu filho mais velho com a hoje divorciada Camilla, decidiu não comparecer ao casamento civil.
Em 1981, Charles casou-se com Diana com grande esplendor, na catedral de St Paul.
As ruas de Londres ficaram lotadas com milhares de pessoas desejando-lhes felicidades e a cerimônia foi transmitida para TVs do mundo todo.
Charles depara-se com outra escolha difícil a respeito do casamento com Camilla. Ainda não se sabe se a mídia poderá entrar na capela de St George, no castelo de Windsor, onde o casal receberá depois uma bênção.
A cerimônia religiosa será realizada pelo arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, líder espiritual dos 77 milhões de anglicanos do mundo.