Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Imprensa que eu Gamo deste ano teve até casamento de verdade

Sábado, 15 de Fevereiro de 2014 às 13:26, por: CdB
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A porta-bandeira do Imprensa que eu Gamo, Aline Prado, saiu casada para o desfile deste ano
Mais do que um bloco de carnaval que reúne centenas de jornalistas e milhares de foliões pelas ruas do bairro das Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, o Imprensa Que Eu Gamo, este ano, emoldurou uma história de amor. Na concentração do bloco, pouco antes do meio-dia, a porta-bandeira Aline Prado, repórter do ‘Encontro com Fátima Bernardes’, da Rede Globo, casou-se com o militar Bruno Nalbone em cima de um palco, montado em frente ao portão do Parque Guinle especialmente para o enlace matrimonial. – Vai ser um casamento de verdade, com um pastor celebrando a cerimônia. A ideia nasceu de uma conversa entre Aline e Rita Fernandes, uma das diretoras do Imprensa. Essa é a grande novidade deste ano – disse a jornalistas Ivan Accioly, também diretor do Imprensa. A cerimônia está marcada para as 13h30 e vai ser rápida. Logo depois, começa o desfile. O samba deste ano se chama ‘Baseado no Tradutor de Mandela’ e narra, com humor, os fatos que tiveram maior destaque na mídia no último ano. Os organizadores esperavam cerca de 15 mil foliões para a festa. Muito samba O Imprensa que eu Gamo foi fundado por um grupo de jornalistas em 1995. Era o dia da Caminhada pela Paz, uma ação organizada pela sociedade civil, artistas, ONG’s e diversos outros agentes sociais. Todos os jornais tinham pautado o evento, e vários jornalistas cariocas tinham sido escalados para a cobertura. Depois de um típico e árduo dia de corre-corre atrás da notícia, esses jornalistas que tinham acompanhado a caminhada da Candelária à Cinelândia marcaram um chope para encerrar os trabalhos no Mercadinho São José das Artes, em Laranjeiras. O local era então um dos redutos da imprensa carioca. Foi ali, na mesa de bar, entre comentários de trabalho e muitos chopes, que surgiu a ideia de fundar um bloco carnavalesco. O primeiro samba nasceu de imediato, da cabeça genial de Marceu Vieira, que criou e cantou ali mesmo. O Imprensa Que Eu Gamo estava fundado. A ideia era botar na rua um bloco que além da folia mostrasse à cidade, de forma lúdica, um pouco do humor dessa profissão que tem na notícia sua matéria-prima. O Grêmio Recreativo Imprensa Que Eu Gamo desfilou pela primeira vez em fevereiro de 1996, com camiseta assinada pelo cartunista Ique e samba de Marceu Vieira, arrastando cerca de 500 pessoas, em sua maioria jornalistas. Hoje, o Imprensa reúne cerca de 15 mil foliões. Em todos os anos, o Bloco teve camisetas assinadas por cartunistas e chargista conhecidos, como Chico Caruso, Aroeira, Lan, Miguel Paiva, Aliedo, Mariana Massarani, Ziraldo, Claudio Duarte, Veríssimo, Pojucan, Paulo Caruso, Cavalcanti. O Imprensa Que Eu Gamo é representado pelas cores vermelho e grafite, sendo o vermelho uma alusão à paixão do jornalista pela profissão e o grafite às antigas máquinas rotativas das gráficas os jornais. A bateria do Imprensa é formada por 50 componentes, vindos da bateria da Escola de Samba São Clemente, sob o comando de mestre Renato Gomes. A diretoria é formada por: Aziz Filho, Ines Garçoni, Ivan Accioly, Ramiro Alves, Ramona Ordonez e Rita Fernandes.
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