Rio de Janeiro, 22 de Maio de 2026

Imprensa chinesa mantém silêncio sobre morte de ajudante de ex-premier

Quarta, 08 de Junho de 2005 às 03:22, por: CdB

A imprensa chinesa mantém em silêncio a morte de Rui Xingwen, ex-secretário do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCCh) e ajudante do ex-primeiro-ministro Zhao Ziyang, condenado ao esquecimento por seu apoio aos estudantes da Praça da Paz Celestial em 1989.

Segundo a edição desta quarta-feira do jornal independente South China Morning Post, o Cemitério Revolucionário de Babaoshan, palco também do enterro de Zhao no mês de janeiro, confirmou a reserva do principal salão para os ofícios funerários de Rui para a próxima sexta-feira.

Após conseguir prestígio por seu trabalho aberturista como responsável de propaganda e opinião pública como secretário do Comitê, Rui perdeu seu cargo depois que seu mentor, Zhao Ziyang, apoiou as manifestações estudantis pró-democracia de maio e junho de 1989 na Praça da Paz Celestial.

Pelo menos 400 estudantes morreram pelas mãos do exército de Libertação Popular (ELP) na madrugada de 4 de junho há 16 anos, um episódio escuro na história recente da China que se saldou com o confinamento ao ostracismo dos líderes que apoiaram os jovens.

Rui Xingwen morreu no domingo passado, aos 78 anos, de um ataque do coração, após passar seus últimos anos em uma cadeira de rodas, com o braço esquerdo paralisado e totalmente consciente.

O presidente do legislativo, Wu Bangguo, o vice-presidente Zeng Qinghong e o vice-primeiro-ministro Huang Ju, membros da quarta geração de líderes chineses, estiveram às ordens de Rui, com o qual ganharam prestígio. Além disso, o atual primeiro-ministro, Wen Jiabao, foi braço direito de Zhao Ziyang

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