Rio de Janeiro, 11 de Setembro de 2026

Impopularidade americana cresce no mundo

Quarta, 17 de Março de 2004 às 06:46, por: CdB

Os países muçulmanos estão furiosos com os Estados Unidos e um número crescente de europeus deseja se afastar da diplomacia e das Forças Armadas norte-americanas, revelou uma pesquisa realizada pelo Pew Research Center. ``Ainda há muita hostilidade em relação aos EUA nos países muçulmanos analisados'', mostrou a pesquisa divulgada no final da noite desta terça-feira.

``Maiorias esmagadoras na Jordânia e no Marrocos acreditam que os atentados suicidas contra os norte-americanos e outros ocidentais no Iraque são justificáveis. A título de comparação, um número pouco maior de pessoas desses dois países diz a mesma coisa sobre os atentados suicidas de palestinos contra israelenses'', afirmou o estudo.

``Há muitas dúvidas sobre os motivos determinantes da guerra contra o terrorismo liderada pelos EUA, e um número crescente de europeus deseja que seus países adotem políticas externas e de segurança independentes dos norte-americanos.'' Apesar de o ódio ter diminuído, ``a raiva em relação aos EUA continua forte'' em países predominantemente muçulmanos.

E, ao mesmo tempo em que os EUA são impopulares, Osama bin Laden, acusado de ser o principal responsável pelo ataque que matou 3.000 pessoas no país em 11 de setembro de 2001, é bem-visto, indicou a pesquisa.

O líder da Al Qaeda é ``visto de forma favorável por grande parte da população do Paquistão (65%), da Jordânia (55%) e do Marrocos (45%)''. ``Mesmo na Turquia, onde Bin Laden é bastante impopular, 35% das pessoas afirmam que são justificáveis os atentados suicidas contra norte-americanos e outros ocidentais no Iraque.''

A maior parte das pessoas entrevistadas em quatro países muçulmanos afirmou que a ``guerra contra o terrorismo'' era um esforço de controle do petróleo do Oriente Médio e um esforço de domínio do mundo.

``Há um consenso generalizado em quase todos os países pesquisados, com exceção dos EUA, de que a guerra contra o Iraque mais prejudicou do que ajudou a guerra contra o terrorismo'', disse o relatório.``A maior parte das pessoas da Alemanha, da Turquia e da França, e metade dos britânicos e dos russos, acham que o conflito no Iraque minou a guerra contra o terrorismo.''
As entrevistas foram realizadas entre 19 de fevereiro e 3 de março deste ano, em nove países, sob direção da Princeton Survey Research Associates International. Entre 500 e mil pessoas com mais de 18 anos foram entrevistadas em cada país.

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