Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Implante de silicone terá controle mais rigoroso

Terça, 27 de Abril de 2004 às 21:45, por: CdB

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica decidiu aumentar o rigor no controle dos implantes mamários de silicone. Desde fevereiro, a Secretaria de Saúde de São Paulo registrou 23 casos de infecção em pacientes que receberam as próteses. Em dez, foi confirmada a contaminação por uma bactéria.

Uma mulher que não quis se identificar é uma das pacientes que sofreram infecção depois de passar por um cirurgia de implante de prótese de silicone. Ela vai pedir uma indenização na Justiça.

- Você vai colocar uma prótese para ficar bonita, sentir-se bem, que era o meu ideal e o que eu sempre quis na minha vida. A partir do momento em que eu coloquei, a vida virou um inferno - queixa-se ela.

Os casos de infecção foram registrados no interior de São Paulo. A distribuidora que forneceu as próteses teve o estoque interditado pela Vigilância Sanitária.

Pelo menos cinco das próteses implantadas nas pacientes que tiveram infecção foram fabricadas por uma empresa no subúrbio do Rio.

- Nós temos controle de tudo, até da limpeza do ar. O número de partículas diário é contado. É impossível, com o nosso controle de qualidade, haver contaminação interna - afirma Margareth Figueiredo, conselheira da Silimed.

Segundo a Secretaria de Saúde de Campinas, uma das hipóteses para a contaminação das pacientes é o uso de medidores durante a operação.

O medidor é colocado para que o médico avalie se o tamanho da prótese escolhida se ajusta ao corpo da paciente. Ele é retirado em seguida e só então a prótese é implantada. Após a cirurgia, o medidor deve ser esterilizado para que possa ser usado em outras pacientes.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica estima que sejam feitos pelo menos 30 mil implantes de prótese de silicone por ano, no país. Até hoje, não havia um registro detalhado dessas cirurgias. Agora os médicos vão criar um cadastro nacional com todos os dados sobre os implantes.

Os quatro mil cirurgiões plásticos credenciados no país terão que informar, por exemplo, o tipo de prótese usada, o nome fabricante e o número de série do produto.

- A Sociedade, detendo esses dados, poderá tomar as providências que lhe cabe, com a antecedência devida, com o método que cada caso vai exigir - diz Wanda Elizabeth Corrêa, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

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