Rio de Janeiro, 29 de Setembro de 2026

Impasse nas negociações do défict dos EUA

Sexta, 15 de Julho de 2011 às 10:34, por: CdB

Barack Obama encontra-se numa sinuca de bico. Com a aproximação de 2 de agosto, quando se encerra o prazo para o Congresso permitir o aumento do teto da dívida federal norte-americana, cresce o temor de uma remota, mas possível, moratória do governo norte-americano.

Em uma queda de braços entre gigantes, os Republicanos são contra o aumento de impostos e se negam a autorizar - pura e simplesmente - o aumento do teto da dívida pública norte-americana. É o inverso do papel assumido pela direita e pela esquerda na Europa, onde predomina o aumento geral de impostos, que se soma ao corte generalizado de gastos sociais.

As polêmicas agências classificadoras de risco já ameaçam a rebaixar as notas da primeira economia mundial. A imprensa europeia pergunta-se, atônita, o que será do valor dos títulos do Tesouro, do dólar e da credibilidade da maior potência econômica do mundo, caso a negociação entre Governo e os irredutíveis Republicanos não gere frutos.

Republicamos irredutíveis

E, apesar de Obama ter se reunido diariamente com os líderes do Congresso em busca de uma saída, os Republicanos rejeitam qualquer acordo. E exigem a redução do déficit federal em US$ 4 trilhões nos próximos dez anos em troca de mais fôlego ao governo, no curto prazo, com o aumento do teto da dívida.

Obama, pressionado para reduzir a taxa de desemprego norte-americana, que está em 9,2%, por sua vez, propõe que a redução do déficit seja obtida tanto por meio de cortes nos serviços público – incluídos os projetos sociais – como por meio de aumento de impostos sobre as empresas petrolíferas e rendimentos superiores a US$ 250 mil anuais.

A oposição rejeita a idéia do presidente. Não abre mão de que o ajuste se dê unicamente sobre os cortes dos programas governamentais. Segundo a imprensa europeia, Obama sabe que a proposta da oposição poria em risco todos os seus programas sociais. E, que tampouco passaria no Congresso, pois sua base – os democratas – certamente a rechaçará. Os dados vão rolar...


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