A esperança de uma solução rápida e contundente para evitar o efeito dominó no sistema financeiro dos Estados Unidos voltou a perder força nesta terça-feira, arrastando os mercados acionários, incluindo a Bolsa de Valores de São Paulo, para baixo pelo segundo dia.
Também abatido pelo efeito da queda generalizada das commodities sobre algumas das ações mais importantes do mercado doméstico, o Ibovespa devolveu 3,78%, para 49.593 pontos.
O giro financeiro totalizou 5,35 bilhões de reais, turbinado pela volatilidade dos negócios. No início do pregão, o índice chegou a operar no azul.
Apesar dos discursos veementes de autoridades do governo norte-americano em prol da aprovação urgente do pacote de 700 bilhões de dólares para evitar um colapso no mercado de crédito do país, congressistas do país mostraram-se contrariados com os termos da proposta.
Para profissionais do mercado, num momento em que o ânimo dos investidores está bastante sensível, devido à expectativa por uma solução que restaure rapidamente a confiança no sistema financeiro, esse impasse é bastante negativo.
- Se o plano continuar encontrando resistência no Congresso, os índices das bolsas podem encontrar pisos ainda inferiores aos da semana passada - disse Raffi Dokuzian, superintendente de renda variável da Banif Corretora.
Em Wall Street, onde as bolsas operaram em alta durante boa parte do dia, o índice Dow Jones caiu 1,47%.
De quebra, a Bovespa ainda refletiu a crescente expectativa de uma desaceleração econômica mundial mais acentuada em 2009, que levou a nova rodada de perdas das matérias-primas.
Assim, o preço do barril do petróleo voltou para a faixa de 106 dólares, arrastando Petrobras para uma queda de 4,7%, para 33,25 reais.
Pior ainda aconteceu com as commodities metálicas, levando Vale a tombar 5,44%, para 33,52 reais. Para as fabricantes de aço, o dia foi ainda mais negativo. Gerdau puxou a fila, caindo 7,3%, cotada a 23,40 reais.